Commerzbank prevê corte de 1800 empregos

Gigante da banca alemã tenta recuperar de uma expansão agressiva, pouco antes da crise financeira de 2008.

Ana Rita Rebelo

Uma década depois da crise financeira que abalou o mundo, o gigante da banca alemã Commerzbank continua a tentar recuperar de uma expansão agressiva, pouco antes da crise financeira de 2008. De acordo com o jornal alemão  “Boersen-Zeitung”, estão em risco mais de 1800 postos de trabalho. A decisão será conhecida no final do próximo mês.

A avançar, as áreas mais afectadas serão as do backoffice, banco de investimento, compliance e recursos humanos, que funcionam na sede da Commerzbank em Frankfurk, na Alemanha. O banco está também a avaliar o encerramento de balcões.



Os últimos dados do Commerzbank, que é detido parcialmente pelo Estado alemão, davam conta de um lucro de 391 milhões de euros até Junho, menos 26,7% que no mesmo período do ano passado. Em comunicado, o banco justificou estes resultados com a quebra das receitas e o aumento das provisões para créditos de cobrança duvidosa.

Também a falada fusão entre dois grandes bancos alemães, o Deutsche Bank e o Commerzbank, acabou por ruir em Abril. Os riscos e custos de integração tornaram o negócio «demasiado complexo», referiu, na altura, o “Financial Times”.

O Commerzbank foi alvo de resgate depois de comprar o Dresdner Bank à seguradora Allianz em 2008, duas semanas antes do histórico colapso do Lehman Brothers. O holandês ING e o italiano UniCredit são, segundo a “Bloomberg”, potenciais compradores do banco.

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