Coligação do governo de Merkel em risco

A relação entre os partidos que formam a coligação governamental na Alemanha, a SPD e a CDU, está tremida, o que pode vir a pôr em risco a coligação liderada por Angela Merkel. A alemã está na liderança do governo há 14 anos.

Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken venceram as eleições de sábado do SPD, que em conjunto com a CDU forma a coligação governamental. Depois da vitória para a liderança do partido, os dois novos líderes avisaram que exigir alterações das políticas governamentais para continuarem na coligação, sendo que o caderno de encargos vai ficar definido no congresso do partido que arranca esta sexta-feira em Berlim e vai durar três dias. 

A nova liderança do SPD pretende, segundo a “Bloomberg”, convencer o Governo alemão a abandonar a política de equilíbrio orçamental, aumentando a despesa pública, e subir o salário mínimo nacional. Garantiu ainda que não pretende abandonar a coligação e que quer manter o seu ministro das Finanças, Olaf Scholz.

Contudo, a CDU assegurou que não haverá qualquer renegociação do acordo que permitiu a aliança entre os dois partidos e deixou as portas abertas para o SPD abandonar a coligação caso não esteja satisfeito. «Não somos um serviço de terapia para os partidos no governo. (…) Queremos governar com base no que foi acordado. Estamos focados nisso e não no estado mental de qualquer parceiro de coligação. (…)  A nova liderança do SPD deve decidir se quer permanecer nesta coligação ou não», disse Annegret Kramp-Karrenbauer, a nova líder dos democratas-cristãos e possível candidata a chanceler pela CDU nas próximas legislativas, em entrevista ao canal alemão “Zweites Deutsches Fernsehen”, citada pela “Bloomberg”.

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