A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu suspender as negociações da EDP e também da EDP Renováveis, estando actualmente a «aguardar a divulgação de informação relevante ao mercado», de acordo com um comunicado da entidade, emitido esta segunda-feira.
«O Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deliberou, nos termos do artigo 214º e da alínea b) do n.º 2 do artigo 213º do Código dos Valores Mobiliários a suspensão da negociação das acções EDP – Energias de Portugal, S.A. e seus derivados, aguardando a divulgação de informação relevante ao mercado», pode ler-se na nota publicada no seu site.
Esta decisão surge na sequência da suspensão de funções do presidente da EDP, António Mexia, anunciada há instantes, que foi ainda obrigado a pagar adicionalmente uma caução no valor de dois milhões de euros, devido ao processo das rendas excessivas.
Para além da suspensão e do pagamento da caução, António Mexia está também proibido de entrar nas instalações da EDP e tem o passaporte retido.
Também João Manso Neto, administrador da eléctrica e presidente da EDP Renováveis, foi suspenso no âmbito do mesmo processo, estando também ele proibido de frequentar as instalações da empresa. No seu caso a caução é de 1 milhão de euros.
Para a defesa de António Mexia, as medidas de coação propostas pelo Ministério Público são «ilegais».
Mexia e Manso Neto enfrentam suspeitas de corrupção activa, bem como de participação económica no Caso dos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), onde são acusados pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de ter pago luvas ao antigo ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este processo encontra-se a ser investigado pelo DCIAP há cerca de oito anos.







