CIO: Um cargo em expansão

Estudo global da logicalis aponta as principais tendências, desafios e oportunidades do sector de IT

Executive Digest

A Logicalis conduziu um estudo global, baseado num inquérito a 1.000 Chief lnformation Officers (CIO), que procura caracterizar os grandes desafios actuais da função e de que forma esta se torna cada vez mais estratégica para a empresa. Em entrevista à Executive Digest, Neuza Alcobio, Marketing & Communications director, e Luís Lança, ChiefTechnology Officer (CTO) da Logicalis, explicam as principais conclusões do estudo.  

Quais as motivações da Logicalis para este estudo mundial baseado num Survey a 1,000 Chief lnformation Officers?  



Neuza Alcobio (NA): O Grupo Logicalis realiza há nove anos consecutivos este survey independente a nível global dirigido a CIO, sobretudo pela obtenção de insights de mercado valiosos sobre tendências actuais, desafios e oportunidades na indústria tecnológica. Os CIO são responsáveis pela supervisão da implementação de soluções tecnológicas nas suas organizações, pelo que as suas opiniões sobre tecnologias emergentes, prioridades orçamentais, estratégia empresarial e melhores práticas podem ajudar outras organizações a tomar decisões mais informadas. Este estudo tem-se revelado uma ferramenta importante para que as organizações obtenham conhecimentos, comparem desempenhos, colaborem com outras e aumentem a sua credibilidade na indústria tecnológica.  

Com o avanço das tecnologias, é inevitável que o papel de um CIO dentro de uma organização tenha sofrido alterações ao longo dos anos. Segundo as conclusões do estudo, quais julgam ser as mais significativas? Segundo as conclusões do estudo, quais julgam ser as mais significativas?

Luís Lança (LL): O papel do CIO está claramente em expansão, e o relatório demonstra que 41% dos CIO já têm algum nível de responsabilidade estratégica, enquanto 81% dizem que estão mais focados na inovação. Estes novos desafios levam o papel do CIO a ser cada vez a ser mais estratégico, adaptativo e evolutivo, acompanhado com os desafios de controlar os custos, mas sem perder o foco na inovação, na eficiência e o acesso a competências essenciais para o desenvolvimento do negócio. O relatório do CIO menciona algumas mudanças significativas que os CIO têm experimentado ao longo dos anos, e que continuam no seu foco:  

Maior importância estratégica: os CIO são agora mais valorizados como membros estratégicos das equipas executivas de uma organização, em vez de apenas líderes de tecnologia. Maior foco na transformação digital: os CIO estão cada vez mais envolvidos na transformação digital da organização, usando tecnologias emergentes para melhorar a eficiência e a experiência do cliente e colaboradores.  

Maior colaboração com outras áreas: os CIO estão a trabalhar mais de perto com outras áreas da empresa, incluindo finanças, marketing e recursos humanos, para impulsionar a inovação e os resultados. Racionalização do orçamento e competências do IT: os CIO estão encarregues de racionalizar o budget, o que lhes permite investir em tecnologias inovadoras, ou até mesmo estabelecer novas parcerias com Managed Service Providers (MSP) para fazer face às restrições orçamentais e escassez de competências. 

Maior foco na segurança da informação: os CIO têm agora um papel mais crítico na garantia da segurança das informações da empresa, especialmente com o aumento de ameaças cibernéticas.  

 Acreditam que o CIO tem hoje uma maior influência na estratégia das empresas? 

LL: Sim, acreditamos! Os líderes empresariais enfrentam novos desafios e dinâmicas nos seus negócios. Estas novas dinâmicas oferecem novas oportunidades aos CIO, e têm hoje uma maior influência na estratégia das empresas, especialmente devido à crescente importância da tecnologia que levou a transferência do negócio para as plataformas e serviços digitais.  Não é surpreendente que o papel do CIO se tenha expandido de “apoiar o negócio através da tecnologia” para “ajudar a criar e conduzir novos modelos de negócio e fluxos de receitas que são possibilitados pela tecnologia”.  Os CIO têm um conhecimento aprofundado das tecnologias emergentes e das tendências do mercado, o que os capacita a avaliar e seleccionar as soluções tecnológicas mais adequadas para as necessidades da empresa. Além disso, os CIO também estão cada vez mais envolvidos em questões relacionadas com segurança da informação, e privacidade e conformidade regulatória, áreas críticas para o sucesso dos negócios. A sua influência estratégica é cada vez mais vital para o sucesso dos negócios no mundo actual, cada vez mais tecnológico.  

Quais consideram ser os maiores desafios de um CIO numa empresa no contexto actual?  

LL: O papel do CIO tem atravessado algumas mudanças nos últimos anos. Cada vez mais, tornou-se um acto de equilíbrio entre a gestão de operações mais tradicionais e a condução de novas iniciativas estratégicas, com a mudança transformacional no topo da agenda.  O desafio digital e o aumento das expectativas dos clientes e colaboradores são a força motriz por trás de grande parte desta mudança. O aumento das expectativas dos clientes com acesso a serviços personalizados através de canais digitais com acesso 24/7, e a criação de um local de trabalho que fomente a melhoria da colaboração e produtividade serão importantes na atracção e retenção de trabalhadores qualificados. Os CIO compreendem que estes ventos de mudança levam a cocriar novos modelos de negócio e resultados.  

 57% dos CIOs dizem que a construção e o funcionamento de novos serviços digitais são a sua principal responsabilidade este ano. Como explicam este maior foco nos serviços digitais?  

NA: Esta aposta no desenvolvimento de serviços digitais, por parte das organizações, acaba por surgir como resposta aos actuais desafios do mercado, e também enquanto estratégia para a melhoria de eficiências operacionais e promoção da tão desejada inovação.  Com o nível de exigência dos consumidores cada vez mais elevado, no que toca à sua experiência com as marcas, e com todo o peso que os canais digitais têm atualmente, é natural que a maioria dos CIO estejam dedicados à inovação contínua para ajudar a elevar e diferenciar as interacções entre as suas marcas e os seus stakeholders.  

 Num mundo digital-first, qual a melhor forma para encontrar um equilíbrio entre o risco e a inovação? 

NA: Em cenários digital-first o equilíbrio entre o risco e a inovação pode ser um desafio, mas existem algumas abordagens que podem ajudar a alcançar esse equilíbrio, nomeadamente através da promoção de uma cultura de inovação estratégica responsável e da avaliação cuidadosa dos riscos associados a cada iniciativa.

É importante avaliar o potencial e o impacto de cada nova “ideia” antes de investirmos recursos significativos. Testar novas ideias em pequena escala, minimizando o risco, permite na maioria dos casos perceber se existe ou não potencial para uma eventual expansão. É também crucial capacitarmos as pessoas (dando-lhes as ferramentas e apoio para que possam aplicar nos projectos de inovação), e sobretudo enquanto “um todo” estarmos abertos para acolher pontos de vista diferentes e sermos capazes de iterar e mudar, sempre que necessário. 

De que forma a Logicalis pode ajudar na consultoria de soluções inovadoras para as empresas?  

LL: Na Logicalis somos Architects of Change, ajudamos as organizações a terem sucesso num mundo digital-first, combinamos a consultoria à capacidade de implementar e gerir soluções inovadoras que respondam aos desafios de negócio dos nossos clientes. Mobilizamos o nosso know-how tecnológico para ajudar de algumas maneiras que resumidamente incluem:  

Align -Avaliação das necessidades da empresa: procuramos ajudar os nossos clientes a entenderem as suas necessidades de negócio e tecnológicas, avaliando as melhores soluções;  

Transform – Desenvolvimento de estratégias de implementação: entregamos uma estratégia clara para implementar as soluções, incluindo a identificação de potenciais obstáculos e a criação de um plano de acção para superá-los;  

Scale – Implementação e Serviços Geridos: ajudamos as empresas a implementar as soluções e fornecemos serviços contínuos para garantir que essas soluções funcionam de forma eficaz e eficiente ao longo do tempo.  

Em resumo, a Logicalis ajuda as organizações a identificar, avaliar, implementar e gerir soluções para melhorar seus processos de negócio e torná-las mais competitivas num mercado digital-first!  

A maioria dos CIO espera que a transformação digital e os projectos tecnológicos conexos sejam uma prioridade máxima para os próximos dois anos. De que forma esta necessidade se relaciona com os desafios orçamentais motivados pela inflação? 

 LL: A necessidade da transformação digital e de projectos tecnológicos inovadores para os próximos dois anos é crítica para muitas organizações, independentemente dos desafios orçamentais motivados pela inflação. Embora a inflação possa afectar os budgets de IT, as organizações necessitam de encontrar equilíbrios entre a necessidade de investir em tecnologia e os recursos financeiros disponíveis. 

Apesar dos desafios orçamentais é importante dar prioridade aos projectos tecnológicos críticos e explorar opções de serviços ou financiamento alternativas para garantir que a empresa dá continuidade à sua evolução em direcção à transformação digital.  

Metade dos CIO acredita que o malware e o ransomware apresentarão um risco significativo para a sua organização no próximo ano. Como pode a Logicalis ajudar a reforçar a segurança e reduzir os riscos a que as empresas estão sujeitas?  

LL: O estudo mostra a preocupação dos CIO sobre o risco que o malware e o ransomware apresentam para a sua organização, que leva a necessidade de uma estratégia de segurança para criar resiliência, e um melhor acesso às competências críticas que esta área envolve. A Logicalis pode ajudar a reforçar a segurança e reduzir os riscos a que as empresas estão sujeitas de diversas maneiras. Algumas delas incluem: uma avaliação de riscos, protecção de dados, gestão de identidade de acesso, formação e treino de consciencialização em segurança, e SOC as a Service. Todos estes serviços trazem o benefício de ajudar a libertar os recursos que os CIO necessitam, para que se possam concentrar nas prioridades estratégicas centrais.  

Quais as vossas sugestõe s para uma actualização com sucesso do papel do CIO numa empresa?  

NA: Para um CIO ter sucesso hoje e no futuro, é necessário que ele esteja ciente das mudanças constantes do ambiente empresarial e tecnológico e procure adaptar-se às novas realidades (tanto por via directa, como por vezes munindo-se de parceiros e advisors tecnológicos que colmatem e/ou reforcem certas lacunas das organizações). É absolutamente crucial que o CIO esteja alinhado com a visão e os objectivos da empresa, percebendo como a tecnologia pode apoiar a estratégia e trazer valor para o negócio; e que esteja disposto a ser um agente de mudança (liderando juntamente com os seus pares a transformação digital da empresa, garantindo que a tecnologia é implementada de forma eficaz e que as equipas estão preparadas para adoptar novas soluções).  

Faça o download do Relatório Logicalis Global CIO 2023 em www.pt.logicalis.com/cio-report.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.

Mais Notícias

Irão: Israel ordena nova evacuação no Líbano em antecipação de mais ataques

Mota-Engil pede indeferimento liminar de ação intentada pela Muddy Waters

O erro comum na cozinha que pode estar a estragar as suas panelas

Português Gonçalo Castelo-Branco escolhido para comité de medicina do Nobel

Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

Irão: Guerra entra em fase decisiva e vai durar o tempo necessário – Israel

O bunker secreto sob a Casa Branca preparado para o pior cenário nuclear

Israel pede medidas ao Governo neerlandês para conter “epidemia de antissemitismo”

Irão: Incêndio nos Emirados Árabes Unidos após interceção de drone

Prisão preventiva para oito estrangeiros detidos com 1.800 quilos de cocaína ao largo dos Açores

Mais Notícias