China avança com plano para dinamizar mercado de consumo avaliado em vários biliões de yuans

A China apresentou um novo plano de ação destinado a alinhar de forma mais eficaz a oferta e a procura de bens de consumo, reforçando a dinâmica do mercado interno e criando oportunidades de desenvolvimento para vários setores, num contexto de fraco crescimento económico global.

Executive Digest
Novembro 28, 2025
15:33

Conteúdo Patrocinado por Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China.

 

Autoridades chinesas divulgaram na quarta-feira (26) o documento que estabelece as medidas-chave para promover o consumo, tendo o Conselho de Estado detalhado o plano no dia seguinte, numa conferência de imprensa. Trata-se do primeiro documento dedicado ao estímulo ao consumo após a 4.ª Sessão Plenária do 20.º Comité Central do Partido Comunista da China.

Segundo análises internacionais, o plano permitirá impulsionar a atividade económica e reforçar o potencial de crescimento. Até 2027, prevê-se uma otimização significativa da estrutura de oferta, com três setores de consumo a ultrapassar um bilião de yuans e dez segmentos a atingirem volumes na ordem dos 100 mil milhões de yuans.

O documento aponta que, até 2030, a contribuição do consumo para o crescimento económico deverá aumentar de forma constante, consolidando um modelo de desenvolvimento de alta qualidade, baseado na articulação equilibrada entre a oferta e a procura.

O plano define 19 tarefas prioritárias agrupadas em cinco áreas estratégicas: expansão do crescimento, aproveitamento aprofundado dos recursos existentes, segmentação de mercado, capacitação de novos cenários de consumo e melhoria do ambiente geral de consumo.

Entre os setores que deverão atingir a escala dos biliões de yuans encontram-se os produtos destinados à população sénior, os veículos inteligentes conectados e os equipamentos eletrónicos de consumo. O mercado direcionado para idosos, por exemplo, aumentou de 2,6 biliões de yuans em 2014 para 5,4 biliões em 2024, com uma taxa de crescimento anual composta de 7,3%.

Já os setores que deverão atingir a escala das centenas de milhares de milhões de yuans incluem produtos para bebés, dispositivos inteligentes vestíveis, cosméticos e equipamentos de fitness.

Com a evolução da procura interna — que passa da lógica do “ter ou não ter” para a valorização do “bom ou não” — cresce igualmente a exigência por produtos de maior qualidade e por cenários de consumo mais diversificados.

Para além de responder às aspirações da população chinesa por uma vida melhor, a promoção de novos modelos de consumo deverá também permitir que consumidores e investidores estrangeiros reconheçam a atratividade do mercado chinês, tanto para “comprar na China” como para “investir na China”.

 

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