Reforço nas intenções de voto faz o partido Chega protagonizar uma forte subida, ultrapassando o CDS e aproximando-se do PAN.
Se as legislativas fossem esta terça-feira, os antigos parceiros de geringonça seriam os principais reforçados face aos resultados das legislativas, avança o Correio da Manhã. No final da lista surgem PS e PSD, com menos eleitores e quase estagnados.
Estas são as principais conclusões do Barómetro da Intercampus para o CM e CMTV. António Costa e o PS venceriam, na mesma, as eleições mas com uma folga menor: 34,9%, abaixo do resultado do anterior Barómetro e dos 36,6% alcançados nas urnas. E depois de uma derrota histórica, o PSD de Rui Rio obteria agora um resultado ainda pior, de 24,9%, numa altura em que se disputada a liderança interna do partido.
De acordo com o mesmo Barómetro, os ex-aliados da geringonça surgem como os principais reforçados: o Bloco teria 10,8% e a CDU 8,1%. Já o PAN obteria 4,8%, abaixo do mês anterior, mas acima do resultado das eleições.
O mesmo resultado (4,8%) atingiria o Chega, que teve 1,29% nas urnas. O partido de André Ventura ultrapassaria o CDS-PP, porque a formação ainda liderada por Assunção Cristas não iria além dos 2,9%, o mesmo valor do estreante Iniciativa Liberal.
“Os trabalhos de campo para este Barómetro decorreram de 20 a 26 de novembro, quando já se notavam os primeiros sinais de conflito entre o Livre e a deputada Joacine Katar Moreira. Ainda assim, o partido manteria 2,7% dos votos, acima do resultado oficial (1,09%)”, faz notar a avaliação para o CM e CMTV.
Na sondagem “Pós-eleitoral Novembro 2019”, realizada pela Aximage para o Jornal Económico, um mês depois das legistalitavas mostrou também que a força política criada por André Ventura mais do que duplicaria os resultados nas urnas.
Imagem dos líderes partidários e das instituições políticas
O Barómetro da Intercampus para CM e CMTV avaliou a imagem dos líderes partidários, numa escala de 1 a 5. O socialista António Costa é o único a manter a avaliação do mês anterior. Os restantes líderes seguem uma tendência de queda. Destaque para Rui Rio: com 2,7 pontos, voltando a descer após uma melhoria durante a campanha eleitoral.
Outro aspecto avaliado foi a imagem das instituições políticas. O Presidente da República mantém a melhor nota: 4,01 pontos. As restantes instituições – Assembleia da República, Governo e Primeiro-ministro – são avaliadas em baixa.
Já a instituição política com a pior avaliação por parte dos portugueses é o Governo, com 2,99 pontos. De notar que António Costa, no papel de primeiro-ministro, tem uma avaliação superior à da própria equipa: 3,08 valores.




