O grupo de produtos de luxo francês Chanel voltou a aumentar os preços de alguns produtos, depois de já ter procedido a três aumentos em 2021, sendo assim a empresa que tomou as medidas mais agressivas entre as rivais.
Segundo analistas do Jefferies, a empresa aumentou os preços das malas a uma média de 71% desde antes da pandemia, diz a ‘Reuters’.
Esta sexta-feira, a mala clássica pequena custa 7.750 euros no site francês da Chanel, um valor 6% acima de novembro do ano passado. Essa mesma mala estava a 5.500 euros em janeiro de 2021 e a 4.550 em novembro de 2019, segundo a agência de notícias.
“O que foi implementado não é um aumento dos preços, mas uma harmonização da nossa oferta total em loja, um princípio que temos aplicado desde 2015 e que tem como objetivo evitar disparidades excessivas de preços entre os mercados em que nos apresentados”, disse a Chanel num comunicado, segundo a ‘Reuters’.
O aumento, confirmado por um porta-voz da empresa, será de cerca de 6% na Zona Euro, 6% no Reino Unido, 5% na Coreia do Sul, 8% no Japão e 2% em Hong Kong. As únicas exceções serão a China e os EUA onde os preços permanecem inalterados.
Desde que apareceu a Covid-19 que várias empresas, não só dentro do setor de produtos de luxo, tiveram de aumentar os preços dos seus produtos para proteger as margens e para compensar o aumento dos custos do transporte, da logística e das matérias-primas.







