2022 é a data apontada para o fim das funções de Paul Achleitner enquanto chairman do Deutsche Bank. Segundo adianta a Reuters, o profissional pretende deixar a instituição financeira alemã assim que o seu mandato terminar, dentro de dois anos. A mesma agência noticiosa indica que o anúncio de mudança na liderança chega numa altura em que o banco enferenta dificuldades em tornar a operação lucrativa.
Paul Achleitner deu a conhecer as suas intenções hoje, durante uma reunião anual com accionistas. Foi a primeira vez que afirmou publicamente que não avançará com uma nova candidatura – que seria já a terceira, uma vez que Paul Achleitner está, neste momento, a meio do seu segundo mandato de cinco anos.
«Não procurarei uma reeleição. Depois de 10 anos neste papel, tem de ser suficiente», afirmou o chairman. A Reuters sublinha ainda que, embora seja um dos banqueiros mais proeminentes da Europa, Paul Achleitner tem sido alvo de críticas por parte de alguns accionistas: acusam-no de uma estratégia pouco clara e de ter conduzido o preço das acções a uma quebra de 80% ao longo da última década.
Para tentar reverter as perdas dos últimos anos, o Deutsche Bank tem em curso neste momento uma reestruturação que inclui o despedimento de 18 mil pessoas em todo o Mundo.





