O ministro das Finanças, Mário Centeno, em entrevista na manhã desta terça-feria à TSF, faz um ponto de situação sobre os grandes temas da atualidade, e anunciou a apresentação de um orçamento suplementar até ao final do primeiro semestre.
“Só presentamos orçamentos suplementares quando há uma necessidade inevitável e imperiosa, e acho que vamos ter essa necessidade. Mas por enquanto não temos”, afirmou o ministro das Finanças.
A apresentação do orçamento suplementar deverá acontecer, prevê o governante, “até ao final do primeiro semestre”.
Sobre o Orçamento de Estado para 2021, o ministro avisa que no seu desenho “não podemos dar passos maiores do que a perna”.
Remontando às intenções do Governo nos tempos que antecederam a pandemia da covid-19, que passavam por exemplo por aumentos na função pública e uma reforma do IRS, o ministro admitiu que “algumas coisas terão de ser repensadas”.
Sobre a ausência de previsões macroeconómicas no Programa de Estabilidade – justificada com a imprevisibilidade da situação atual – e que contrasta com a opção do FMI ou da Comissão Europeia que avançaram com estimativas, Centeno lembra que “há uma pequena diferença: eles não governam”.
Nesta entrevista à TSF, Centeno admitiu ainda que a perda de receita vai ser muito mais elevada do que o valor das medidas que já existem, avançando mesmo que “vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até ao final do ano”.










