O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, disse esta segunda-feira, depois de ser ouvido pelo Presidente da República, que as suas preocupações se prendem essencialmente com três pontos importantes: Estado de saúde do país, Estado de emergência e o estado do Governo.
Sobre o primeiro ponto, o responsável defende que o plano de vacinação deve incluir numa primeira fase os mais idosos, que são mais vulneráveis à doença, adiantando também que este plano está muito centralizado nos centros de saúde, devendo ser alargado, por exemplo às juntas de freguesia.
No que diz respeito ao Estado de Emergência, Francisco Rodrigues dos Santos, refere que «não passa cheques em branco ao Governo», apelando a um conhecimento antecipado das medidas restritivas que serão implementadas.
«Verificámos que houve um descontrolo a seguir ao Natal, algo que já poderíamos antecipar dado que este Governo não foi especifico nas orientações relativamente ao período do Natal», afirma o líder do CDS.
Para o responsável «era essencial descomprimir e abrandar nas medidas de contingência, uma vez que é uma data simbólica e especial, mas também era necessário que houvesse recomendações mais categóricas, mais determinadas e especificas por parte do Governo, coisa que não aconteceu», defende.
«Neste momento aguardamos pela reunião do Infarmed, para ouvirmos os especialistas», indica Francisco Rodrigues dos Santos. «Este Estado de Emergência terá um efeito intercalado e o CDS manterá o seu voto de abstenção, dado que há um conjunto de propostas que não foram ouvidas».
Por último, sobre o estado do Governo, o partido defende «uma remodelação nas suas fileiras». Segundo o líder do CDS, «não se compreende como é que o ministro da administração interna ainda está em funções», ele que, na opinião do responsável «é um embraço nacional, que tem que assumir responsabilidades e colocar o seu lugar à disposição».
«Se não o fizer terá de ser demitido pelo primeiro-ministro porque está a colocar em causa a reputação internacional do nosso país e a credibilidade do Governo», afirma o responsável.




