As características diferenciadoras dos programas da Católica Porto Business School decorrem da concepção da formação como uma experiência de aprendizagem e de vida. Sempre numa visão holística a 360.º do gestor, trabalhando soft skills em paralelo às hard skills. Esta abordagem materializa-se não só nos programas curriculares da oferta, mas também no acesso dos alunos a um serviço de desenvolvimento de competências individualizado e gratuito, assegurado pelo Career and Development Office. Actualmente, a universidade tem instituído cursos mais curtos e focados, que versam áreas que julgam oportunas. Um exemplo muito recente é o curso “Legislação COVID e a crise da empresa: Como optar entre PER, RERE, PEVE ou apresentação à insolvência?”.
«Continuamos a adaptar os programas já existentes ao formato blended, com componentes presenciais e online. Apesar de continuarmos a privilegiar o formato presencial, entendemos que existem oportunidades muito interessantes a explorar com o formato blended e 100% online. Abrem-se perspectivas muito interessantes de alargamento de públicos e de áreas de formação executiva a cobrir pela escola. Também vemos o modelo executive education as a service (formação por subscrição) como um interessante caminho a explorar. Permite à escola oferecer formação executiva mais segmentada e modular face à que já oferece, para um público que por razões várias procura essa segmentação e modularidade. Permite por isso uma maior flexibilidade e ajustamento dos conteúdos à medida das necessidades dos alunos e das empresas. Poderá ter ainda a vantagem de criar incentivos maiores ao envolvimento das empresas no financiamento da formação executiva dos seus colaboradores», explica Gonçalo Faria, associate dean for Executive Education, à Executive Digest.
Apesar de haver empresas e organizações que financiam a formação executiva dos seus colaboradores, o esforço de investimento em formação executiva continua a vir fundamentalmente de particulares. A evolução da oferta de programas que pode surgir no futuro próximo, nomeadamente em formatos online e de duração mais curta, poderá eventualmente criar maiores incentivos para o investimento das empresas em programas de formação executiva para os seus colaboradores.
O perfil de empresas com quem a Católica Porto Business School trabalha, incluindo a sua dimensão e origem geográfica, é heterógeno. No entanto, olhando para o futuro, é natural que a inserção da componente online no oferta formativa, aberta e customizada, permita reforçar a importância do peso relativo de empresas que operam fora do que designa “zona de influência”.
Sobre se a universidade, através da formação, pode ser uma espécie de aglutinador das diferentes áreas das empresas e das pessoas, o especialista concorda. «Sim. Por um lado, pensando na formação aberta, são as ofertas generalistas de gestão que maior procura têm, o que sugere uma vontade em obter uma formação transversal. Por outro lado, pensando nas possibilidades que a formação customizada oferece, é possível orientar essa formação para grupos de colaboradores com o nível de heterogeneidade que se achar mais conveniente. Ou seja, a dimensão mais ou menos aglutinadora do programa é definido à medida. Posso acrescentar, relacionado com a questão levantada, que uma área em que estamos empenhados é o Mentorship para empresas, contribuindo para desbloquear o potencial das suas equipas. No contexto de menor contacto presencial no dia-a-dia das empresas, esse conectar físico dos colaboradores das empresas num ambiente diferente como é o de uma escola de negócios pode ser um importante catalisador do valor potencial das diferentes equipas de uma empresa» afirma Gonçalo Faria.
FORMANDOS
Os programas com mais procura na instituição são as ofertas generalistas de gestão, que incluem o MBA Executivo, o Curso Geral de Gestão e o Programa Intensivo de Gestão. O universo de pessoas que procuram e frequentam os programas de formação executiva na área de gestão é bastante heterógeno. Maioritariamente são pessoas que não têm formação de base em Gestão e vêm de outras áreas de conhecimento bem como de realidades profissionais muito heterogéneas. «Temos alunos focados na progressão de carreira, outros que assumem funções de direcção, outros que pretendem criar e desenvolver o seu próprio negócio, outros ainda que procuram uma conversão de carreiras. O denominador comum entre estes alunos é o de que procuram adquirir conhecimentos práticos de gestão de uma forma holística e conhecer ferramentas de apoio às suas funções. Para além das ofertas generalistas de gestão temos programas de formação sectorial, como Gestão na Saúde (no Porto e na Madeira) e Hospitality Management, e da área de Estratégia. Nestes programas a procura é naturalmente mais segmentada», sublinha o associate dean for Executive Education.
Sobre estratégias de comunicação para chegar ao público-alvo, a Católica Porto Business School desenvolve planos de comunicação individualizados e adaptados às necessidades de cada curso, tendo em conta os seus destinatários, objectivos, duração e formato do mesmo. A par das estratégias direccionadas a cada curso mantém, numa lógica de contacto estreito com o seu público, uma comunicação permanente no site institucional, redes sociais, newsletters e outras de plataformas digitais. A escola realiza ainda, anualmente, seminários e webinars no âmbito dos cursos, onde docentes, directores de programa e especialistas das áreas a abordar dão a conhecer de forma mais prática as formações que a mesma oferece. Não esquecendo o contexto vivido nos últimos tempos e tendo em conta a crescente digitalização da sociedade, muitas destas iniciativas foram transpostas para o registo online.
Em relação ao ano de 2021, a Católica Porto Business School mostra-se muito confiante. «A nossa prioridade é a excelência do serviço prestado, independentemente do formato (presencial, online, híbrido) ou do tipo de programa (customizado, aberto, curto ou longo). Estamos com todos os nossos programas de formação aberta em funcionamento e em bom ritmo, com novas propostas de programas em vista, e mantemo-nos muito activos na formação customizada, quer em regime presencial quer em regime online», conclui Gonçalo Faria.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & Formação de Executivos”, publicado na edição de Maio (n.º 182) da Executive Digest.







