A câmara de Lisboa decidiu hoje reconduzir o gestor Pedro Moreira como presidente da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural e o consultor Fernando Angleu Teixeira como presidente da Gebalis – Gestão dos Bairros Municipais.
Em reunião privada, o executivo municipal discutiu e votou, por escrutínio secreto, as propostas da liderança PSD/CDS-PP/IL, sob presidência de Carlos Moedas (PSD), para os novos conselhos de administração das empresas municipais EGEAC Lisboa Cultura e Gebalis, no âmbito do novo mandato autárquico (2025-2029).
Fonte do município disse à Lusa que as propostas foram aprovadas pela câmara, sem adiantar detalhes sobre o resultado das votações, inclusive o número de votos a favor e contra.
Nesta reunião, sob proposta da governação PSD/CDS-PP/IL, o executivo camarário viabilizou ainda a exoneração do atual coordenador da Equipa de Projeto do Plano Municipal para a Pessoa em Situação de Sem-Abrigo 2024-2030, Paulo Santos, e a nomeação de João Marrana para o cargo, com o objetivo de “imprimir uma nova dinâmica” nesta área.
Com os votos contra de PS, Livre e BE, e a abstenção de PCP e Chega, foi também aprovado submeter à Assembleia Municipal a 1.ª revisão do orçamento municipal deste ano, que prevê uma despesa de 1.345 milhões de euros, para a inscrição do saldo de gerência não consignado de 2025, no montante de 79 milhões de euros.
Entre as cinco empresas municipais, a câmara já tinha aprovado em dezembro a nova administração da Carris, presidida por Rui Lopo, e em janeiro a recondução dos presidentes da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana e da EMEL – Mobilidade e Estacionamento, respetivamente Gonçalo Santos Costa e Carlos Silva.
Segundo a proposta de PSD/CDS-PP/IL, o novo conselho de administração da EGEAC Lisboa Cultura continuará a ser presidido pelo gestor cultural Pedro Moreira, mas com uma nova equipa, nomeadamente Rosália Rodrigues Moreira como vogal executiva, com direito a remuneração, e Rui Manuel Penedo como vogal não executivo e não remunerado.
A anterior equipa de Pedro Moreira incluía Susana Graça como vogal remunerada e Manuel Falcão como vogal não remunerado.
Quanto à Gebalis, a administração desta empresa municipal manter-se-á sob presidência do consultor Fernando Angleu Teixeira, continuando Miguel Silva Pereira como vogal executivo remunerado, enquanto o cargo de vogal não executiva e não remunerada passará a ser ocupado por Mónica Capristano, substituindo Ana Paula Cunha.
Nas propostas, que ainda têm de ser votadas na assembleia geral de cada empresa municipal, a liderança PSD/CDS-PP/IL refere que “os gestores públicos são escolhidos de entre pessoas com comprovada idoneidade, mérito profissional, competência e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público, sendo eleitos nos termos da lei comercial”.
Atualmente, a Câmara de Lisboa é presidida pelo reeleito Carlos Moedas (PSD), que não conseguiu maioria absoluta, mas conquistou-a depois ao integrar na governação da cidade uma vereadora que se desfiliou do Chega.
Além de oito eleitos de PSD/CDS-PP/IL (incluindo o presidente) e de uma independente ex-Chega, entre os 17 membros que compõem o executivo municipal há quatro vereadores do PS, um do Livre, um do BE, um do PCP e um do Chega.






