A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não esconderam o alívio e a satisfação face ao acordo obtido.
“Em primeiro lugar, a concorrência no mercado comum vai permanecer justa. As regras da União Europeia e os respetivos padrões serão mantidos. Além disso, temos ferramentas efetivas para reagir caso a concorrência seja distorcida e existam impactos negativos no comércio”, esclareceu a dirigente política em conferência de imprensa.
“Em segundo lugar, vamos continuar a operar no Reino Unido e em todas as áreas de interesse mútuo como, por exemplo, nas questões relativas a alterações climáticas, energia, segurança e transportes. Juntos conseguiremos mais do que separados”, sublinhou.
“Em terceiro lugar, garantimos 5,5 anos de plena previsibilidade para as nossas comunidades pesqueiras”, lembrou.
“Todo este debate girou sempre à volta da soberania, mas o que significa isso no século XXI? Poder trabalhar, viajar, estudar e ter negócios em 27 países, juntando forças e falando a uma só voz e, em tempos de crise, podermos apoiar-nos uns aos outros e não tentar a recuperação de um modo solitário”, destacou.
“É altura de deixar o Brexit para trás”, indicou Von der Leyen. “No final de negociações bem sucedidas, normalmente sinto felicidade, mas, neste caso, vivo um misto de satisfação e alívio”, afirmou, citada pela imprensa europeia. “Mas o que há a dizer a todos os europeus é mesmo que está na altura de deixar o Brexit para trás”, acrescentou.
Quanto a Boris Johnson, que também abordou o acordo em conferência de imprensa, começou por partilhar na rede social Twitter uma imagem bem eloquente de felicidade.
Depois reafirmou que o acordo “permite-nos recuperar a soberania sobre as nossas fronteiras, defender postos de trabalho, colocar os produtos do Reino Unido na União Europeia sem a imposição de tarifas e abre caminho a ainda mais negócios para as nossas empresas”.