Bondalti vê pontos positivos no parecer da Ercros à OPA mas aponta graves omissões

A Bondalti avaliou positivamente vários aspetos do relatório do Conselho de Administração da Ercros sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA), mas considerou existirem inconsistências nas argumentações e “graves omissões”, segundo um comunicado divulgado hoje.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 20, 2026
10:58

A Bondalti avaliou positivamente vários aspetos do relatório do Conselho de Administração da Ercros sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA), mas considerou existirem inconsistências nas argumentações e “graves omissões”, segundo um comunicado divulgado hoje.

Para a Bondalti, o documento “reconhece aspetos fundamentais que reforçam a solidez da oferta apresentada”, nomeadamente o facto de “o relatório independente da Evercore, contratada pela própria Ercros, considerar o preço da Oferta ‘justo'”, indicou a empresa química, em comunicado.



O Conselho de Administração da empresa química Ercros emitiu um parecer “desfavorável” à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela portuguesa Bondalti sobre 100% do capital da espanhola.

Num comunicado enviado na quinta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhol (a CNMV), a administração da empresa química catalã pronunciou-se sobre a oferta da Bondalti num relatório aprovado “por maioria” dos seus membros.

A Bondalti reagiu hoje a este comunicado, acusando a Ercros de proceder a “graves omissões, induções em erro e inexatidões relativamente ao próprio relatório emitido pelo Conselho de Administração da empresa”.

Entre as omissões destacadas pela Bondalti, encontra-se “a falta de unanimidade na opinião dos administradores”, como por exemplo a opinião favorável à OPA de uma administradora, bem como a falta de referência ao relatório favorável das Secções Sindicais Maioritárias da CCOO e da UGT na Ercros.

A empresa química argumentou também que, apesar de o relatório indicar que nas duas últimas assembleias gerais os acionistas da Ercros manifestaram de forma maioritária a sua opinião desfavorável à OPA, “não há registo de que tenha havido qualquer votação a este respeito”.

A Bondalti defendeu ainda que é emitido “um grave juízo de valor ao insinuar que a Ercros ficaria diluída e perderia a sua relevância num conglomerado muito maior cujo negócio principal não é o químico, quando tal não corresponde à realidade”, reiterando que “a indústria química tem sido o negócio fundador do Grupo José de Mello desde a sua criação em 1898”.

Em março de 2024, a empresa química portuguesa Bondalti lançou uma OPA sobre 100% das ações da Ercros, num valor total que ronda os 329 milhões de euros.

A administração sustenta que a oferta, por não ter sido solicitada, causou uma distorção no desenvolvimento normal da empresa ao longo destes dois anos.

A gestão da Ercros lembra que, no passado, já analisou propostas da Bondalti de integração de ambos os grupos industriais que foram rejeitadas por motivos estratégicos e por desacordo sobre a avaliação das empresas, assegurou num comunicado.

O prazo de aceitação da OPA da Bondalti vai de 12 de fevereiro a 13 de março.

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