A subida acentuada dos preços dos combustíveis está a colocar em risco o funcionamento de vários serviços prestados pelos bombeiros em Portugal. A Liga dos Bombeiros Portugueses admite mesmo a possibilidade de paragem ou redução significativa de algumas atividades, caso não sejam reforçados os apoios às associações humanitárias.
De acordo com o Correio da Manhã, a principal preocupação recai sobre o transporte de doentes não urgentes, um serviço que não está abrangido pelos mesmos mecanismos de financiamento que as emergências médicas.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, explica que o transporte de doentes urgentes continua assegurado, uma vez que está coberto por protocolos com o INEM, que garantem o pagamento deste serviço. No entanto, o mesmo não acontece com os transportes não urgentes, que dependem de contratos com entidades públicas e privadas.
Segundo o CM, muitos destes contratos foram estabelecidos com base em preços de combustíveis que já não refletem a realidade atual, o que está a gerar dificuldades financeiras crescentes para as corporações.
A pressão sobre os bombeiros intensificou-se com a recente escalada dos preços dos combustíveis. O litro de gasóleo subiu cerca de oito cêntimos esta semana, acumulando um aumento de 28,7 cêntimos desde o início do conflito no Irão. Já a gasolina registou uma subida de sete cêntimos, totalizando um aumento de 17,3 cêntimos no mesmo período.
De acordo com o Correio da Manhã, estes valores já incluem os descontos temporários aplicados pelo Governo, que tem vindo a ajustar o imposto sobre os combustíveis para mitigar o impacto. Ainda assim, os bombeiros consideram que estas medidas são insuficientes.
Face ao agravamento dos custos, a Liga dos Bombeiros Portugueses defende a necessidade de apoios semelhantes aos concedidos a outros setores, nomeadamente ao nível do gasóleo profissional.
Segundo o CM, António Nunes alerta que, sem uma revisão urgente dos apoios, algumas associações poderão deixar de ter capacidade para continuar a assegurar os serviços que prestam à população.
A situação levanta preocupações quanto à continuidade de serviços essenciais, sobretudo num contexto em que os custos operacionais continuam a aumentar e as receitas permanecem desajustadas face à realidade atual.





