O Banco de Inglaterra (BOE) aumentou esta quinta-feira as taxas de juro pela terceira reunião consecutiva, o que faz com que os custos de empréstimo estejam agora aos níveis pré-pandemia.
Desta forma, o BOE torna-se o primeiro grande banco central a colocar as taxas de juro de volta a níveis pré-pandemia, um dia após a decisão da Reserva Federal dos EUA de realizar o tão esperado primeiro aumento das taxas de juro pós-pandemia.
Oito dos nove responsáveis de política monetária votaram a favor do aumento da taxa de juro de 0,5% para 0,75%, sendo que apenas o membro do Comité de Política Monetária (CPM) britânico Jon Cunliffe votou que não fossem feitas alterações às taxas.
Para os próximos meses, o CPM disse que “deve ser apropriado” uma continuação desta política de restrição.
Sobre o conflito na Ucrânia, o banco central alertou que pode vir a colocar a taxa de inflação muito acima de 8% no segundo trimestre de 2022, acima da anterior previsão de 7,25%.
O BOE explicou que a subida mais marcada da inflação vai significar um aumento maior do que o esperado para os rendimentos das famílias, o que vai levar a um outlook de crescimento mais fraco e a um aumento da taxa de desemprego.
Para além da inflação, o conflito iniciado pela Rússia vai ainda aumentar os problemas de abastecimento globais, estando já a causar danos para as produtoras na região, explica o banco central.





