A campanha do candidato presidencial democrata, Joe Biden, garantiu que durante a tarde desta quarta-feira ele poderá ser declarado vencedor porque os dados internos indicam que conquistou Wisconsin, Nevada, Michigan e Pensilvânia, estados onde ainda não há resultado final, avança a agência ‘Efe’.
“Joe Biden está a caminho de vencer esta eleição e será o próximo presidente dos Estados Unidos. Acreditamos que temos um caminho claro para a vitória pela frente. Esta tarde, esperamos que o ex vice-presidente tenha vantagem suficiente em alguns estados para superar os 270 delegados “, disse a gestora da campanha de Biden, Jen O’Malley Dillon, em conferência de imprensa.
Donald Trump já reagiu a este anúncio. Depois de ter sido confirmado que Joe Biden havia ultrapassado o atual presidente em Wisconsin e Michigan, via Twitter, alegou que a sua liderança em “muitos estados importantes” “desapareceu como que por magia”.
Trump estava a liderar em ambos os estados e prematuramente declarou-se vencedor da eleição presidencial, ainda no decorrer da noite desta terça-feira, em conferência de imprensa na Casa Branca.
O Presidente afirmou que a contagem de votos “devia parar” e que iria ao Supremo Tribunal Federal para exigir esse ponto fina, avançando ainda ter ganho em estados importantes como Geórgia e Carolina do Norte, quando na verdade ambas as regiões ainda não anunciaram os seus resultados.
O tweet de Trump foi considerado mais uma manobra para sugerir que a votação por correspondência é, de alguma forma, fraudulenta, e a rede social rotulou o post de contestável (e já não é possível aceder a este conteúdo).
A campanha do candidato democrata, Joe Biden, já tinha vindo hoje acusar o rival, o presidente Donald Trump, de tentar “invalidar” os votos de milhões de norte-americanos com as suas alegações de fraude, e garantiu que estão preparados para o litígio.
“Vamos recorrer para o Supremo Tribunal e tentar parar a contagem de votos”, disse Trump, numa declaração na Casa Branca, perante uma audiência dos seus apoiantes, garantindo estar à frente em muitos estados e que a eleição já está ganha para os republicanos.
“Na verdade, já ganhámos estas eleições”, disse Trump, mencionando números sobre a vantagem da sua candidatura em vários estados (Carolina do Norte, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin) e o facto de ter vencido alguns estados importantes (Texas, Florida).
“Infelizmente, algumas pessoas querem estragar estas eleições. Não o vamos permitir”, disse Trump, referindo-se ao facto de ainda faltar a contagem de votos que foram lançados, na sua perspetiva, “fora de prazo”.
“Estamos a ganhar tudo. Os resultados são fenomenais. Devíamos estar a ir lá para fora para celebrar”, acrescentou Trump
“Mas… de repente… o que aconteceu?! Sabem o que aconteceu: eles sabem que não conseguem ganhar e querem ir para os tribunais”, explicou o Presidente republicano, sem dar pormenores sobre esta denúncia.
“Não vamos deixar que votos colocados às quatro da manhã ainda sejam contados”, garantiu Trump, dizendo que vai levar esta questão ao Supremo Tribunal, ameaçando paralisar o processo eleitoral.
Horas antes, numa mensagem na sua conta pessoal de Twitter, que foi escondida por ter informação que a empresa que gere aquela rede social considerou inapropriada por não ter sustentação, Trump acusou os democratas de estarem a tentar “roubar a eleição”, alegando que “não se podem lançar votos depois do fecho das urnas”.
Na declaração na Casa Branca, disse que “estas eleições são uma fraude” e que são “um embaraço para o país”.
“Na Florida, ganhámos por uma tremenda margem! (…) Na Pensilvânia, estamos à frente por 690 mil votos”, referiu Trump, mencionando dois estados considerados fundamentais para determinar quem é o próximo Presidente.
Trump admitiu que o rival democrata, Joe Biden, pode estar à frente no Arizona, mas disse que a sua candidatura tem ainda hipóteses de vencer nesse estado tradicionalmente conservador.










