O órgão consultivo do supervisor bancário quer mais recurso à tecnologia de leitura por aproximação (contactless) e prepara uma nova estratégia para os pagamentos de retalho em Portugal, avança o “Público”.
Esta é a principal prioridade do Banco de Portugal (BdP) para o relançamento do Fórum para os Sistemas de Pagamentos, órgão consultivo que coordenada e agrega os principais intervenientes nacionais na oferta (entidades financeiras) e na procura de serviços de pagamentos (bancos).
Chegar e pagar sem ter de introduzir o código pessoal ou PIN do cartão é possível em Portugal, mas não em todos os pontos de venda, devido à existência de barreiras técnicas e de custos para os comerciantes no sistema de pagamentos nacional e ainda à falta de maior divulgação da tecnologia contactless.
Apesar de, segundo o BdP, os pagamentos contactless permitirem «maior segurança ao titular do cartão e maior protecção contra tentativas de fraude, uma vez que lhe facilita fazer pagamentos sem que o cartão saia da sua mão e sem que tenha de inserir o seu código pessoal em público», representaram apenas 3,6% do total de operações e 1,5% do valor das compras presenciais em 2018.
Na nova estratégia para o retalho, este fórum tem como outras metas a redução da relevância do cheque como meio de pagamento, a criação de condições para a disponibilização das transferências imediatas nos pontos de venda e a promoção dos débitos directos.



