As autoridades sanitárias do Reino Unido emitiram um alerta dirigido aos consumidores com alergias alimentares, recomendando que evitem o chamado chocolate “ao estilo de Dubai”, depois de terem sido identificados vários produtos que não cumprem as normas de segurança alimentar e rotulagem em vigor no país.
De acordo com a Agência de Normas Alimentares britânica, citada pelo ‘The Independent’, foram encontrados no mercado produtos que contêm alergénios não declarados, colocando em risco pessoas com alergias alimentares. Estas barras de chocolate, que ganharam grande popularidade no último ano, são normalmente recheadas com pistácio, tahine e massa filo desfiada.
A diretora de políticas da agência, Rebecca Sudworth, confirmou que as análises realizadas detetaram “amendoim e sésamo que não estão identificados no rótulo”. Segundo a responsável, esta falha torna o consumo destes produtos potencialmente perigoso para quem sofre de alergias, sublinhando que, como medida de precaução, essas pessoas devem evitar totalmente este tipo de chocolate.
A agência está atualmente a analisar dados de amostragem de produtos à venda no Reino Unido, com o objetivo de verificar se cumprem os requisitos essenciais de segurança alimentar. Até que os resultados completos sejam conhecidos, a recomendação oficial mantém-se.
“Pessoas com alergia não devem comer chocolate ao estilo de Dubai”, afirmou Sudworth, acrescentando que a advertência se aplica a todas as alergias alimentares e não apenas às relacionadas com amendoim e sésamo. A responsável aconselhou ainda cautela na compra destes produtos como presentes, sobretudo quando o destinatário tem alergias conhecidas.
Consumo seguro depende da rotulagem correta
Segundo o ‘The Independent’, a agência esclarece que consumidores sem alergias podem consumir estes chocolates, sobretudo quando adquiridos junto de marcas e retalhistas de reputação reconhecida. Ainda assim, a ênfase está na necessidade de cumprimento rigoroso das regras de rotulagem.
Jessica Merryfield, responsável por políticas e campanhas do Chartered Trading Standards Institute, recordou que a legislação é clara ao exigir que todos os alergénios sejam devidamente identificados. “Não o fazer é ilegal e extremamente perigoso, porque torna estes alimentos inseguros para pessoas com alergias alimentares”, alertou, apelando a que retalhistas e importadores tomem medidas imediatas para cumprir as normas.














