O ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai ser constituído arguido esta sexta-feira, dia 22 de abril, no processo que investiga a morte por atropelamento de um trabalhador na A6.
Segundo o ‘Observador’, que cita fonte judicial, Cabrita foi notificado para comparecer no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora no dia de hoje, para ser constituído arguido.
O responsável será assim o terceiro arguido no caso, juntando-se ao motorista que conduzia o carro que atropelou a vítima e ao seu chefe de segurança, que também já tinha sido constituído arguido na reabertura do inquérito.
Recorde-se que o processo foi reaberto em finais de janeiro por ordem do diretor do DIAP de Évora e a pedido da Associação de Cidadão Automobilizados (ACAM), por considerar que há responsabilidade dos superiores hierárquicos do motorista.
Nessa altura, o diretor do DIAP de Évora ordenou que fossem constituídos arguidos o chefe de segurança de Cabrita, que é da PSP, e o então ministro num prazo de 45 dias.
No entanto, Cabrita gozava na altura de imunidade parlamentar na qualidade de deputado e aproximavam-se as eleições, motivos que levaram o Ministério Público a aceitar esperar.
A imunidade parlamentar de Cabrita acabou por ser levantada apenas em finais de março, devido à repetição de eleições nos círculo da Europa e só agora foi possível agendar a constituição do arguido, até porque, adianta o jornal, este já tinha sido chamado ao DIAP, mas o advogado estava indisponível.
Cabrita é suspeito do crime de homicídio por negligência. De acordo com o despacho de acusação, a 18 de junho, a viatura do ex-ministro seguia em comitiva, na A6, com mais dois veículos, quando atropelou mortalmente Nuno Santos, um dos funcionários de uma empresa que realizava trabalhos de manutenção naquela via, ao quilómetro 77,600, no sentido Este/Oeste (Caia/Marateca).












