O movimento Climáximo convocou uma manifestação para esta sexta-feira, dia 4 de fevereiro, contra a Repsol, “em solidariedade para com ativistas e população afetada pelo desastre ecológico causado pela empresa no Peru”.
Em comunicado, o organismo refere que o encontro vai começar às 18h00 de hoje, na sede da Repsol na Avenida José Malhoa perto de Sete Rios, em Lisboa.
O movimento recorda que “em Janeiro, aconteceu no Peru um desastre ecológico considerado o pior dos últimos tempos, em resultado de derramamentos de petróleo”.
“O primeiro, dia 15 de Janeiro, contou com pelo menos 6.000 barris derramados nas costas do país. A contaminação alcançou 180 hectares na costa e 713 no mar na zona da capital, Lima. Estimou-se que 3.000 pessoas estivessem impedidas de trabalhar devido ao acidente. No dia 25 de Janeiro, ocorreu um segundo derramamento na mesma área”, lê-se na nota.
4 FEV | AÇÃO CONTRA A REPSOL
Em solidariedade com ativistas e população afetada pelo desastre ecológico no Peru, iremos juntas manifestar-nos contra as ações da Repsol, sexta-feira dia 4 de fevereiro às 18h, na sede da Repsol na Avenida José Malhoa (perto de Sete Rios). pic.twitter.com/JtofB12psP
— @climaximopt.bsky.social Bluesky (@ClimaximoPT) January 29, 2022
Por esse motivo e seguindo as exigências do Movimiento Ciudadano frente al Cambio Climatico (MOCICC), coletivo peruano pela justiça climática, os ativistas querem “que a empresa assuma a sua responsabilidade direta por este desastre ambiental, implemente todas as ações necessárias e adequadas para controlar o derramamento, repare os danos ambientais e indemnize os afetados”.
“Para já, a Repsol não se compromete com nada e lança as culpas do derramamento à ondulação gerada pela erupção vulcão de Tonga. As medidas tomadas tanto pela empresa como pelo Ministério do Meio Ambiente do Perú são insuficientes, tardias e ineficientes”, lamentam.
O Climáximo conclui, sublinhando que “o impacto ecológico aumenta com o passar dos dias, com o risco de afetar uma maior extensão dos ecossistemas marinho, costeiro e a vida, economia e saúde da população local”.



