As perspectivas dos líderes para 2026: Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração do Vila Galé Hotéis

Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração do Vila Galé Hotéis, dá a sua visão para o futuro

Executive Digest

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o presidente do Conselho de Administração do Vila Galé Hotéis antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

Solução super urgente para melhorar as entradas e saídas de turistas nos aeroportos – em especial em Lisboa, que nos envergonha e que pode matar a “galinha dos ovos de ouro” que é o turismo.
Medidas para acelerar as obras do Aeroporto da Portela e as do Aeroporto de Alcochete e, sobretudo, inventar uma solução intercalar para Alcochete, entre outras, que pode passar por uma pista de quatro quilómetros e um terminal básico para acolher alguns voos low cost e não perdermos negócio, que é de maior importância.
Solução do gravíssimo problema da habitação para nacionais e emigrantes com lançamento de um programa de emergência que envolva todos os interessados, sem excluir ninguém, sobretudo sem ser contra ninguém!
A não resolução deste problema poderá dar lugar ao ressurgimento de barracas que nos envergonharam durante anos nas envolventes de Lisboa e Porto.
A solução deste problema é à partida a construção de mais casas em diversos segmentos.
O constrangimento maior é a morosidade na aprovação e licenciamento de projetos na capital e no Porto e nos municípios das respetivas áreas metropolitanas.
Porque não criar uma equipa mista de técnicos do setor público e privado com comprovada experiência e idoneidade para “desencalharem” as largas centenas de projetos bloqueados há anos.
Isto significa aprovar os relevantes que cumprem as normas e reprovar os que não tenham condições, dando-lhes um prazo para corrigirem as deficiências do processo.
Esta “task force” por si só geraria um dinamismo e um impulso para o crescimento do PIB.
As medidas seguintes seriam:
Resolver o problema de terrenos necessários por expropriação com posse administrativa dos mesmos ou cedência ou libertação de áreas agrícolas ou de reserva,
Agilização dos licenciamentos,
Criação de incentivos fiscais e financeiros para as empresas privadas construírem alojamento com direitos de preferência para o seu pessoal a preços controlados destinados a venda ou arrendamento.
A habitação social para a classe baixa tem de ficar a cargo do Estado, das autarquias e instituições de solidariedade social. Para os restantes segmentos terá de ficar a cargo dos privados incentivos fiscais.
Este plano de emergência gerará muita receita para o Estado pelo que este bem poderá conceder incentivos aos participantes neste programa.
Crédito bonificado para a compra de casa, arrendamento no regime de propriedade resolúvel, incentivos às cooperativas, etc.
De realçar a coragem do Governo em avançar com a reforma trabalhista. Talvez não fosse a mais urgente, nem a proposta tenha sido a mais equilibrada.
Em todas as reformas a realizar tem de salientar-se que não são contra ninguém, devem ser negociadas com engenho, arte e equilíbrio.
Para além da reforma da Administração Pública que é crucial, é também da maior relevância a reorganização administrativa do país – menos câmaras com mais poderes e maiores recursos e iniciar um caminho para a descentralização.
O setor do turismo é muito sensível às perturbações geopolíticas, mas surpreendentemente tem-se mostrado muito resiliente e sobrevivido às mesmas embora haja sinais de alguma queda no próximo ano, a qual tem de ser combatida com mais ações de promoção e uma urgente solução para os Aeroportos como atrás referido e também novos investimentos em atrações turísticas.
O turismo tem sido o nosso “Ouro Sustentável”.
Não vamos destruir este sector que tem sido um dos responsáveis pela boa performance da economia.
Em 2026 a Vila Galé tem em curso 12 novos projetos de grande relevância e reformas em vários hotéis e tem de ganhar essa aposta. É também fundamental:
1. Prosseguir com o recrutamento e seleção de jovens para formação e criação de carreiras aliciantes.
2. Colaborar numa solução para o grave problema da habitação.
3. Continuar a aposta no interior e na recuperação de património histórico que deve ser um desígnio nacional.
4. Melhorar a vida dos que colaboram com a Vila Galé no seu desenvolvimento.
Para 2026 desejo um “BANHO DE CHUVA” que traga sensibilidade e bom senso, ética, rigor e, sobretudo, aposta séria e forte na cultura que pode ajudar no caminho para a paz e felicidade.

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