2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o CEO do Banco de Fomento antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
1. O sector financeiro está em permanente mudança, com antevisão de alguma estabilidade regulatória e melhor equilíbrio de supervisão, que permita cumprir a sua missão: servir a economia, cumprir com os cidadãos e mobilizar o investimento dos empresários para fomentar o crescimento económico.
No caso do Banco Português de Fomento (BPF), o ano de 2026 trará uma densidade de oito mil milhões de euros de garantias nacionais para investimento, a que acrescem sete mil milhões de garantias europeias do FEI para inovação, competitividade, sustentabilidade e crescimento. Na dimensão dos instrumentos de capital, o BPF criará o Fundo Soberano de Portugal, um fundo de fundos, para investimento em capital de empresas que multipliquem valor. O ano de 2026 centralizará no BPF a Export Credit Agency para termos um novo motor das exportações em Portugal e incorporará a SOFID no BPF para termos crédito ao investimento português no estrangeiro. Por fim, em 2026, o BPF colocará mais de 930 milhões de subvenções nas empresas com investimento na reindustrialização, na defesa e na IA que permita mobilizar investimento com impacto no crescimento.
2. O ano de 2026 pode trazer boas evoluções no Mercado Único Europeu com reforço da coesão europeia face às tensões geopolíticas de outros blocos. Há uma excelente parceria entre o BPF e o BEI – Banco Europeu de Investimento – em particular para mobilizarmos novo investimento em áreas centrais da soberania europeia: defesa, segurança, tecnologia, habitação, infraestruturas, IA e indústria.
Portugal tem um plano de investimentos infraestruturais de enorme impacto, mobiliza a atracção de investimento internacional reprodutivo e cativa a capacidade de investimento nacional das nossas empresas.
Há novas oportunidades com a assinatura do acordo EU¬-Mercosul, com a expansão de investimento para o Leste Europeu, para o Pérsico, para o Médio Oriente ou para África.
Temos uma nova oportunidade de referenciar a estabilidade da Europa e a segurança de Portugal como dois pilares de crescimento da economia.
3. O BPF vai ser o motor da Economia Portuguesa. Nesta década de 2021-2030, Portugal tem a oportunidade de construir a melhor performance económica da Europa e a melhor década deste século.
Para isso, temos que ser eficientes a mobilizar o investimento, do PRR, do Portugal 2030 e do próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034 e temos que ter uma capacidade de financiar a Economia Portuguesa com múltiplos instrumentos de financiamento em crédito, capital, seguros, empréstimos obrigacionistas, fundos de dívida e fundos de investimento para criarmos uma Economia sólida, robusta e rentável.
O BPF será um motor central desta estratégia com múltiplas soluções para fomentar investimento para o crescimento económico.
4. CONFIANÇA.




