As perspectivas dos líderes para 2026: Ana Figueiredo, CEO da Altice Portugal

Ana Figueiredo, CEO da Altice Portugal, dá a sua visão para o futuro

Executive Digest
Fevereiro 20, 2026
9:39

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que a CEO da Altice Portugal antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.



  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

1. 2026 será um ano decisivo para redefinir o futuro das telecomunicações e da tecnologia.
O maior desafio é romper com a fragmentação e a falta de escala que têm limitado a Europa, e garantir um qua¬dro regulatório que promova o investimento, a inovação e a qualidade, num contexto em que qualquer falha pode paralisar economias inteiras. Um Digital Networks Act ambicioso será crucial para catalisar esta mudança. Do ponto de vista tecnológico, enfrentamos uma aceleração sem precedentes com a transição para o 5G Standalone, a integração de inteligência artificial, cloud e automação de redes na qual o reforço da cibersegurança e da resiliência operacional assume um papel fundamental.
Para a MEO, o desafio é claro: continuar a evoluir de Telco para Techco, liderando a transformação digital com soluções que integrem conectividade, IA e serviços avançados, garantindo que Portugal não fica para trás na revolução tecnológica e co.
Mais do que uma obrigação, esta transição é a maior oportunidade para construir um ecossistema digital integrado, sustentável e competitivo, capaz de responder às exigências de uma sociedade cada vez mais conectada.

2.
2026 deverá marcar um ponto de viragem para a competitividade europeia. A nível tecnológico, a Europa tem perdido capacidade competitiva para os dois grandes eixos mundiais: Estados Unidos e China, deixando de liderar numa área relevante para competitividade económica europeia.
A União Europeia precisa de uma abordagem mais dinâmica e proactiva, assente num quadro regulatório e políticas económicas ajustadas à realidade e orientadas para o futuro, capaz de impulsionar o investimento, a inovação e a resiliência do sector. Só com infraestruturas de comunicação robustas, com players à escala adequada e foco no investimento de longo prazo, será possível concretizar a transição verde e digital da Europa e reforçar a sua competitividade, segurança e autonomia estratégica. Assim, a Europa poderá recuperar a desvantagem face a outras regiões do mundo e afirmar-se como líder global. Será também o ano em que Portugal deverá avançar com as reformas essenciais para acelerar o crescimento da nossa economia.

3.
2026 representa uma oportunidade para transformar as telecomunicações no verdadeiro motor da economia digital e materializar um mercado único europeu capaz de competir globalmente. Através de metas claras, calendários e incentivos alinhados, 2026 pode marcar a passagem definitiva para um modelo que recompensa quem investe em qualidade e resiliência, colocando a Europa na linha da frente da próxima década tecnológica. Para Portugal, significa assumir um papel central como hub atlântico, reforçando a posição do país na cadeia de valor global. Relativamente à MEO, a evolução de Telco para Techco tem sido clara. Deixamos de ser apenas um operador de comunicações para nos assumirmos como uma empresa tecnológica, orientada para soluções digitais que traduzem a nossa ambição de nos tornarmos um pilar central na revolução tecnológica e na transformação digital que estamos a viver.

4. TRANSFORMAÇÃO.

O contexto que vivemos de uma revolução tecnológica sem paralelo, marcada pela evolução acelerada da inteligência artificial, cloud, conectividade avançada, novos modelos de consumo bem como novas dinâmicas competitivas, fez-nos iniciar um processo de transformação fundamental para continuar a garantir competitividade, relevância e liderança. Em 2026, o nosso foco será na consolidação e na execução deste caminho. Este é o ano em que a transformação deixa de ser apenas necessária e passa a ser vivida e concretizada, traduzindo a ambição de continuarmos a ser essenciais no dia-a-dia dos portugueses.

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