Arruamentos são palco de 64% dos sinistros com vítimas

53% das pessoas que morreram em acidentes de viação, 333 de um total de 626, acabaram por morrer em vias, que supostamente teriam uma menor velocidade de circulação. Para além disso, destes, cerca de 37% seguiam em «arruamentos». 

Revista de Imprensa

Cerca de 64% das vítimas mortais causadas por acidentes de viação ocorreram não nas estradas portuguesas, mas em «arruamentos», de acordo com o ‘Público’, que analisou dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Segundo a mesma publicação, no ano passado, 53% das pessoas que morreram em acidentes de viação, 333 de um total de 626, acabaram por morrer em vias, que supostamente teriam uma menor velocidade de circulação. Para além disso, destes, cerca de 37% seguiam em «arruamentos».



O último relatório da ANSR é um reflexo de uma redução do número anual de mortes nas estradas portuguesas, uma vez que em 2018 foram 675 e em 2019 626, mas também um aumento do número total de vítimas (feridos incluídos), com especial peso no contexto urbano, explica o jornal.

Estas conclusões vão contra os objetivos do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária, o PENSE 2020., que visava «diminuir a sinistralidade dentro das localidades, para que o peso relativo das suas consequências convirja para os valores da média europeia».

«Na base de dados europeia de acidentes, CARE, os acidentes são classificados de acordo com a sua localização em três categorias – “urban” [urbano], “rural” [rural] e “motorway” [autoestradas]. Em Portugal, a classificação usada não é coincidente com a classificação europeia, e considera os acidentes “dentro de localidades” e “fora de localidades”», esclarece a ANSR.

O organismo acrescenta ainda: «Os primeiros (acidentes) são os que se localizam não só em zona urbana, mas também em outras estradas, nomeadamente Estradas Nacionais, desde que localizados entre placas de localidade», o que leva a um «sobredimensionamento» da sinistralidade em contexto «urbano».

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