Apesar da queda do PIB, Finanças já veem “recuperação progressiva”

A contração muito acentuada da economia no segundo trimestre se está verificar em todo o mundo e está em linha com a queda verificada nos nossos principais parceiros económicos como Espanha (22,1%), França (19%) e Itália (17,3%).

Sónia Bexiga

Conhecida a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, divulgada esta sexta, que revela que o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2020 contraiu 16,5% em termos homólogos e 14,1% em cadeia, o ministério das Finanças considera tratar-se de “um valor equivalente às mais recentes previsões da Comissão Europeia”.

O ministério faz ainda notar que a contração muito acentuada da economia no segundo trimestre se está verificar em todo o mundo e está em linha com a queda verificada nos nossos principais parceiros económicos como Espanha (22,1%), França (19%) e Itália (17,3%).



“Esta redução muito acentuada do PIB no segundo trimestre reflete o impacto provocado pela pandemia de COVID-19 e está associada ao período de maior recolhimento do estado de emergência, que vigorou entre 18 de março e 2 de maio, e das restantes medidas de proteção sanitária implementadas e consequente queda da atividade económica”, esclarece ainda, em comunicado.

O Governo vem ainda sublinhar que, nas últimas semanas, findo o estado de emergência, os indicadores económicos de alta frequência “apresentam já sinais de uma recuperação progressiva da atividade económica”.

As compras com recurso a cartão multibanco tiveram uma recuperação significativa e na segunda semana de julho registaram uma variação homóloga positiva de 1%, depois de terem chegado a registar quedas homólogas superiores a 30% no mês de abril. De igual forma, também o consumo de eletricidade empresarial mostrou sinais de recuperação em junho, com um crescimento de 7,9% face a maio.

O Governo recorda ainda que introduziu um conjunto de medidas de cariz excecional para reduzir a incerteza associada a este período, nomeadamente através do Programa de Estabilização Económica e Social, com o objetivo de proteger o emprego e o rendimento das famílias, por um lado, e permitir a continuidade da atividade das empresas, por outro.

Esta situação extraordinária interrompe um prolongado período de crescimento económico, que permitiu a convergência com a zona do euro nos últimos 4 anos e uma redução do desemprego para níveis historicamente baixos (6,4% em fevereiro), ao mesmo tempo que se procedeu à consolidação das contas públicas, num quadro de reforço dos serviços públicos, e se garantiu o equilíbrio das contas externas.

O caminho percorrido nos últimos anos permitiu a Portugal estar hoje mais bem preparado para responder ao desafio desta crise global causada pela pandemia.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.