Arranca hoje o Amazon Prime Day – que na verdade tem a duração de 48 horas – e as previsões são positivas para a gigante de comércio electrónico, mas não tão optimistas para o sector retalhista. A eMarketer antecipa vendas de cerca de 9,9 mil milhões de dólares, incluindo mais de 6 mil milhões só nos Estados Unidos da América. Trata-se de um salto de 43% face ao ano passado, quando a iniciativa teve lugar em Julho.
Este ano, o Amazon Prime Day acontece três meses mais tarde, o que poderá ser mau sinal para as restantes empresas. A aproximação da época festiva significa que pelo menos parte dos consumidores aproveitará já para fazer compras de Natal, roubando receitas a outros retalhistas que contam com esta altura para equilibrar as contas em ano de pandemia.
«É perto o suficiente da quadra festiva para que as pessoas antecipem compras caso estejam em busca de bons negócios», explica Andrew Lipsman, analista na eMarketer. E o mercado parece ter pensado no mesmo: Walmart, Target e Best Buy estão entre os players norte-americanos que anunciaram campanhas promocionais e eventos especiais para concorrer com o Amazon Prime Day.
Além desta maratona de descontos da Amazon, há ainda outro factor a pesar nos resultados dos retalhistas tradicionais. Com a COVID-19, as pessoas estão a evitar sair de casa e a trocar as lojas físicas por plataformas online: um estudo citado pela Fortune indica que o tráfego nas lojas deverá abrandar 25% na Black Friday deste ano. Quanto ao total da época festiva, a Deloitte aponta para um crescimento de apenas 1,5% nos gastos em retalho.














