O governo alemão aprovou a entrega de 88 tanques Leopard I à Ucrânia, isto depois de já ter anunciado recentemente o envio de um batalhão de 14 tanques da versão atualizada do veículo de guerra, o Leopard 2.
A decisão vem realçar a mudança de posição de Berlim no que respeita à política de envio de tanques de fabrico ocidental, nove dias depois de se juntar aos esforços dos aliados europeus para entrega destes equipamentos.
O governo já terá aprovado os planos do fabricante de armamento Rheinmetall de vender dezenas dos tanques Leopard mais antigos, após estarem reparados, por um custo total de mais de 100 milhões de euros, adianta o Süddeutsche Zeitung, citando “fontes governamentais” próximas do processo.
Há, no entanto, o risco de constrangimentos no fornecimento de munições para estes tanques, já que os Leopard 1 já não são produzidos, e as armas que possuem são de calibre diferente das da nova verão.
O governo de Olaf Scholz está também a considerar a opção de comprar de volta 15 dos tanques Gepard que vendeu ao Qatar, para depois os entregar à Ucrânia, mas também aqui há um problema: as munições para estes são feitas na Suíça, que até ao momento recusou sempre aprovar quaisquer reexportações para a Ucrânia, alegando que isso quebraria a sua tradicional posição de neutralidade. No entanto, alguns legisladores e deputados estarão a pressionar nos bastidores para que a decisão seja repensada.
Estes 88 tanques que a Alemanha já terá aprovado o envio juntam-se aos 14 Leopard 2 que o país já tinha anunciado, num total de 102. A estes juntar-se-ão algumas dezenas mais, enviadas pelos aliados europeus, sendo que Olaf Scholz também deu permissão para reexportação dos tanques de fabrico alemão. Também os EUA já anunciaram o envio de 31 tanques M1 Abrams, enquanto o Reino Unido prometeu reforçar as tropas ucranianas com alguns tanques Challenger 2.













