O “sempre se fez assim” é uma prática habitual e muito comum no nosso País. Quantas vezes ouvimos, ou percebemos por omissão, que “é assim”. Só que muitas vezes já nem se sabe por que é que se faz assim, e tantas outras vezes percebe-se que já não faz qualquer sentido fazer-se assim. Só que proceder a alterações, mudanças, cria desconforto. Mas temos de acabar definitivamente com o “Sempre se fez assim”. E, também por isso, recomendo a leitura de um pequeno livro escrito por Mercè Dedeu e Joan Alfons Torrent, que se intitula “Na Tribo Sempre Fizemos Assim”, pois podemos rever-nos em muitas situações.
Temos de acabar definitivamente com o “Sempre se fez assim”. Não há outra forma de evoluirmos, de crescermos. Temos de ter um pensamento crítico, uma outra visão, outros objectivos. E aqui, e mais uma vez continuo a insistir, temos de reformar, alterar, seja a designação aquela que lhe queiram dar. Reforma essa que tem que assentar em três grandes eixos, que se encaixam, que se cruzam, que têm de funcionar em ecossistema: simplificação, desburocratização, digitalização. E, isto, m todo o aparelho do Estado, nas estruturas autárquicas, nas empresas públicas, mas também nas empresas privadas, pois não se pense que esta situação acontece só na esfera pública.
É que só assim podemos ambicionar a ter um País Extraordinário.
Editorial publicado na revista Executive Digest nº 239 de Fevereiro de 2026







