OMS alerta: 10% dos infectados no mundo são profissionais de saúde

O responsável sublinhou que 10% dos infectados a nível global correspondem a profissionais de saúde, «muitos deles apresentam esgotamento físico e psicológico».

Simone Silva

O director geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, começou o seu discurso no briefing desta sexta-feira, com um agradecimento a todos os profissionais de saúde, que ajudaram e ajudam no combate ao vírus. «Sabemos que a pandemia não se combate sem estes profissionais, todos lhes devemos muito, porque colocaram em perigo as suas próprias vidas», afirmou.

O responsável sublinhou que 10% dos infectados a nível global correspondem a profissionais de saúde, «muitos deles apresentam esgotamento físico e psicológico», motivo pelo qual a OMS publicou orientações de protecção aos profissionais de saúde.

«O impacto económico da pandemia é muito grande, o que o vírus nos ensinou é que a saúde não é um luxo é a base da vida social, económica e politica», disse o director geral da OMS.

Michael Ryan, especialista em emergências da OMS, falou na missão dos especialistas à China, dizendo que o objectivo é que possamos ter «uma segunda lição para responder aos desafios». É uma equipa de diversos países, com diferentes níveis, num trabalho que «demora meses e não dias» a desenvolver, disse o responsável sem querer estabelecer uma data concreta para a missão.

Por sua vez, Maria Van Kerkhove, especialista em doenças infecciosas da OMS, refere que para se saber as formas de transmissão do vírus é importante conhecer os contactos, intensidade e duração dessa transmissão.

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Ryan complementa o tema, dizendo que sobretudo em espaços fechados e num maior contacto com pessoas, as probabilidades de transmissão aumentam. «É importante garantir que estão reunidas todas as condições de segurança nos estabelecimentos».

«Não se trata de uma acto isolado, é um conjunto de medidas que as comunidades em conjunto com as autoridades devem adoptar para travar a transmissão do vírus», afirma o especialista adiantando que «a ciência continua a tentar entender todas as vias de transmissão».

Ryan indica ainda que «não vamos atingir os objectivos de vacinação, de imunidade, se não apoiarmos os países em conflito», afirma dizendo que se trata de um problema mundial.

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