Reino Unido garante que tentativa russa de roubar dados sobre vacinas contra a Covid-19 não causou danos

As tentativas por parte de hackers apoiados pela Rússia de roubar dados sobre vacinas contra a Covid-19 do Reino Unido são «completamente inaceitáveis», mas não causaram nenhum dano.

Simone Silva

As tentativas por parte de hackers apoiados pela Rússia de roubar dados sobre vacinas contra a Covid-19 do Reino Unido são «completamente inaceitáveis», mas não causaram nenhum dano, de acordo com o ministro da Segurança britânico, James Brokenshire, em declarações prestadas esta sexta-feira, citadas pela ‘Sky News’.

«É completamente inaceitável que as agências de informação russas tentem entrar nos sistemas daqueles que procuram responder a esta crise para desenvolver uma vacina», disse Brokenshire à cadeia de televisão britânica.

O responsável sublinhou, contudo, que apesar disso «não existem evidências ou informações de qualquer dano ou, ou qualquer sinal mais prejudicial».

Recorde-se que o Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido disse na quinta-feira que hackers apoiados pelo estado russo tentaram roubar vacinas contra a Covid-19, que faziam parte de estudos de de instituições académicas e farmacêuticas de todo o mundo. Contudo a Rússia rejeitou as alegações de Londres.

O Centro Nacional de Cibersegurança britânico (NCSC), em coordenação com autoridades dos EUA e Canadá, alega que os piratas informáticos APT29, também conhecidos como «the Dukes» ou «Cozy Bear», é um «grupo de ciberespionagem, quase de certeza parte dos serviços de informações russos».

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«A campanha de actividades maliciosas do APT29 continua, predominantemente contra alvos governamentais, diplomáticos, organizações de investigação, de saúde e de energia para roubar propriedade intelectual valiosa», refere um comunicado.

O grupo usa uma variedade de ferramentas e técnicas, incluindo ‘spear-phishing’ e ‘malware’ personalizado conhecido como «WellMess» e «WellMail».

O director de operações do NCSC, Paul Chichester, disse estar a trabalhar com os EUA e o Canadá para proteger o sector da saúde, que é uma prioridade na actual pandemia.

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O grupo «Cozy Bear» foi identificado por Washington como um dos dois grupos de piratas ligados ao governo russo que invadiram a rede de computadores da Comissão Nacional Democrata e roubaram correios eletrónicos antes das eleições presidenciais de 2016.

O outro grupo é geralmente apelidado de «Fancy Bear».

As autoridades norte-americanas lançaram acusações semelhantes contra a China há um mês, reiteradas na semana passada pelo director do FBI, Chris Wray.

 

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