As regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve não atendem ao critério para que seja possível viajar sem restrições na Europa, isto porque o número de novos casos da Covid-19 por cada 100 mil habitantes foi superior a 20, no período compreendido entre os dias 1 e 14 de Julho, avança o Público.
Segundo a mesma publicação, no período mencionado, em Lisboa registaram-se 104,9 casos por 100 mil habitantes, destacando-se bastante das restantes. Por sua vez no Algarve e no Alentejo o número foi de 26,9 e 22,5 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.
As regiões do Norte, Centro e Ilhas já poderiam ser aceites, uma vez que o indicador se encontra abaixo dos 20, com o Norte a verificar 17,6 casos por 100 mil habitantes, o Centro 12 casos e por fim, os Açores e a Madeira com 0,8 e 2,8 casos por 100 mil habitantes, respectivamente, de acordo com o mesmo jornal.
«Mesmo naquela fase ainda durante o estado de emergência em que havia à volta de 150 e 200 casos por dia em Lisboa e Vale do Tejo», o indicador continuava a estar acima dos 20 novos casos por 100 mil habitantes, explica Ricardo Mexia, médico de Saúde Pública do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, citado pelo ‘Público’. «O que acabou por acontecer é que agora aumentou essa incidência», acrescenta.
O especialista adianta ainda que «aquilo que se passou no Alentejo e no Algarve tem a ver com dois surtos, um deles na festa em Lagos e o outro que se prende com a situação do lar de Reguengos de Monsaraz, não só os casos que ocorreram no lar, mas também aqueles que depois acabaram por acontecer num contexto comunitário».
«A não ser que aconteça alguma outra situação análoga [como um outro surto localizado], é provável que a análise que vai ser feita, por exemplo, na próxima semana já mostre valores mais baixos», considera Ricardo Mexia, sublinhando que, por sua vez na região de Lisboa, «a situação está mais complicada», sendo necessário «perceber o que não está a correr tão bem como deveria e identificar essa vulnerabilidade», afirma ao ‘Público’.



