Na véspera da reunião dos líderes da União Europeia (UE), um encontro decisivo para alcançar um acordo sobre o Fundo de Recuperação Económica e o Orçamento da UE, o primeiro-ministro António Costa afirmou que “a proposta que temos em cima da mesa do presidente Charles Michel é uma proposta muito equilibrada” que “procura ir ao encontro das resistências que uns e outros tinham apresentado”.
Costa espera assim que “rapidamente, ao longo deste fim de semana, se possa estabelecer o consenso necessário para que possa ser aprovado”, sendo que as duas questões relativas a Portugal que “ainda estavam em aberto” (a redução nas verbas do segundo pilar da Política Agrícola Comum e o co-financiamento dos programas para as regiões autónomas), “ficaram agora resolvidos durante a tarde”, garantiu.
António Costa deixou mesmo claro que “da nossa parte, estamos em condições, aliás, de entrar no Conselho e de aprovar a proposta do presidente Charles Michel. Esperamos que os outros também estejam nas mesmas condições”.
Na certeza de que nem todos estão assim tão decididos, Costa afirmou que “as expectativas não são todas idênticas: há aqueles que estão 100% de acordo, como é o meu caso, aqueles que têm algumas divergências; mas as divergências estão identificadas e são susceptíveis de serem ultrapassadas”.
Ainda assim, defende que “desde que haja vontade política, as divergências poderão ser ultrapassadas”.
Sobre a conhecida, e ‘maia dura’ posição da Holanda neste processo, o primeiro-ministro afirmou que “todas as questões têm de ser ultrapassadas para termos um acordo por unanimidade”, sem deixar de assumir que “essa é uma das questões que poderá ainda não estar, neste momento, resolvida”.
Costa recordou que não saiu da reunião de ontem com o homólogo holandês, “convencido de que era impossível encontrar um modelo de governação que respeitasse o que é essencial”, concluiu.













