Com os efeitos da pandemia da Covid-19 ainda a fazer-se sentir e a ter um grande impacto nas viagens na Europa, e em todo o mundo, os europeus mostram que estão dispostos a aventurar-se nos seus próprios países mas também querem ir mais além.
Neste momento, mais de três quartos dos europeus, inquiridos pela LuggageHero, espera viajar para o estrangeiro ainda este ano, sendo que apenas 39% dos europeus que necessitarão de alojamento dizem preferir hotéis em vez de arrendamentos de curto prazo, devido a fatores de segurança higiénica e risco de infeção pela Covid-19.
Segundo o ‘Relatório de Monitorização de Opinião relativamente a Viagens” da LuggageHero, os restantes 61% afirmam confiar na capacidade dos anfitriões de arrendamento de curto prazo para assegurar condições de higiene adequadas.
De entre as principais conclusões destaque ainda a questão dos orçamentos de viagens planeadas para 2020, que revelam uma redução quando comparados com os Relatórios de Monitorização de março e maio.
Desde o início do período de confinamento, a empresa de armazenamento de bagagens de curto prazo LuggageHero tem inquirido regularmente os viajantes na Europa, nos Estados Unidos e no resto do mundo. Este inquérito foi realizado entre 5 e 12 de julho, através de formulários online e garantiu o equilíbrio entre género e idade.
Destinos próximos e longínquos
Desde que foi terminado o período de confinamento, 37% dos europeus inquiridos já realizou uma viagem doméstica, enquanto 17% viajou para um destino internacional.
Mais de três quartos dos inquiridos europeus (77%) diz ainda ter esperança de viajar para o estrangeiro durante este ano. Desses, 69% diz que irá fazer uma viagem citadina, enquanto 31% focar-se-ão na natureza. Outros 23% afirmam não querer viajar para o estrangeiro durante este ano.
No que concerne o curto prazo vs resto do ano, 30% respondeu que não viajaria para fora durante as férias de verão, dado o risco de infeção. Outros 17% afirma não estar a planear viajar para fora, de qualquer forma, durante o mesmo período. Quase dois terços dos participantes europeus disse estar mais otimista acerca das possibilidades de viajar para fora durante o inverno.
Segurança no voo
Quanto à forma como as companhias aéreas estão a ajudar a proteger os passageiros de serem infetados, apenas cerca de um terço dos inquiridos (38%) afirmou estar confiante em viajar de avião. Outros 24% referiram que mesmo que não se sintam confiantes sobre as viagens de avião durante uma pandemia, continuarão a viajar dado não terem outras opções. Cerca de um quarto dos inquiridos europeus (23%) disse que planeia viajar utilizando o seu próprio automóvel de forma a obter uma segurança extra.
Opções de alojamento
Apenas 39% dos europeus que necessitarão de alojamento em 2020 dizem preferir hotéis em vez de arrendamentos de curto prazo, devido a fatores de segurança higiénica no que diz respeito ao risco de infeção pelo vírus COVID-19. Os restantes 61% afirmam confiar na capacidade dos anfitriões de arrendamento de curto prazo para assegurar condições de higiene adequadas.
Sem tapete vermelho
Apenas 39% dos europeus sentem-se menos bem-vindos no exterior nos próximos meses, devido à resposta dos seus países à pandemia. Os entrevistados britânicos estão mais próximos da média mundial de 56%, que acreditam que não serão recebidos com o mesmo entusiasmo que em anos anteriores.
Por outro lado, com elevados números de COVID nos EUA e uma recomendação da UE para que os americanos não viajem para a Europa, não é surpreendente que 84% dos americanos se sintam menos bem-vindos no exterior, neste momento. Estes temem que os anfitriões possam ficar preocupados com a sua exposição ao vírus.
Orçamento a reduzir
Os europeus continuam a cortar nos seus orçamentos de viagens. Quando questionámos os viajantes europeus em março se esperavam manter o orçamento planeado para viagens em 2020, 46% responderam afirmativamente. Em abril e julho, esses números caíram para 36% e 37%, respetivamente. Para aqueles que reduzirão o seu orçamento, a percentagem de redução aumentou, com cerca de um terço a afirmar que reduzirá o seu orçamento de viagens em 40% ou mais para este ano.





