Especialista diz que a Covid-19 pode atingir o nível da gripe espanhola, a «mãe de todas as pandemias»

A gripe espanhola, causada por uma estirpe invulgarmente fatal da gripe, foi a pandemia mais grave da história moderna, infectando cerca de 500 milhões de pessoas.

Simone Silva

Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas do governo dos EUA, disse na terça-feira que «não podemos negar o facto» de que a pandemia da Covid-19 pode ainda atingir o nível da gripe espanhola, que matou milhões de pessoas em todo o mundo, no período compreendido entre 1918 e 1920, avança a ‘CNN’.

A gripe espanhola, causada por uma estirpe invulgarmente fatal da gripe, foi a pandemia mais grave da história moderna, infectando cerca de 500 milhões de pessoas, o que equivalia a cerca de um terço da população mundial na altura.

«Se observarmos a magnitude da pandemia de 1918, onde cerca de 100 milhões de pessoas morreram em todo o mundo, vemos que esta foi a mãe de todas as pandemias, verdadeiramente histórica. Espero que a Covid-19 nem se aproxime disso, mas é necessário abordar a questão com seriedade», disse Fauci citado pela ‘CNN’.

Existem actualmente mais de 13,3 milhões de casos confirmados de Covid-19 e mais de 579 mil mortes registadas, de acordo com a contagem feita pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos são o país mais afectado do mundo, com mais de 3,4 milhões de casos confirmados e mais de 136 mil vítimas mortais. Actualmente, os casos estão a aumentar em 37 estados, com vários no sul e sudoeste do país a sofrer subidas significativas do número de infecções, incluindo Califórnia, Flórida, Arizona e Texas.

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«Estamos a assistir a um número recorde de casos, o mais curioso, é que sobretudo entre os mais jovens», disse Fauci.

O especialista em doenças infecciosas referiu ainda que muitos jovens podem achar que «preferem beber uma margarita no meio da multidão», mas controlar o vírus significa «não se deixar infectar e não infectar mais ninguém», sublinhou.

«Existe uma situação compreensível em que um jovem pode dizer: ‘Estatisticamente, as probabilidades de eu ter complicações graves ao ser infectado são muito menores do que num idoso’», disse Fauci. «Digo isto com uma certa apreensão, porque não culpo ninguém, e acho que as pessoas o fazem de forma inocente. Óbvio que não querem fazer parte do problema, mas inadvertidamente fazem», defendeu o especialista.

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