Mais de 300 dos principais CEOs do mundo estão otimistas com a saída da crise na Europa

O estudo foi realizado junto de 500 executivos da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

Sónia Bexiga

Cerca de 66% dos principais executivos do mundo acreditam que a Europa vai recuperar da atual crise a um ritmo relativamente rápido, de acordo com uma pesquisa global da Accenture, realizada junto de 500 líderes empresariais de quinze setores diferentes. Sendo que, este otimismo, é maior entre os gestores europeus (71%).

As economias dos principais países da União Europeia (UE) sofrerão um desastre histórico este ano. E apesar desse panorama sem precedentes, como consequência das restrições impostas para interromper a pandemia, a maioria dos principais executivos, ao nível global,  está otimista com a recuperação da Europa

O estudo, “Brave Actions in Hard Times”, revela que três em cada dez (29%) executivos esperam que a recuperação na Europa seja “em forma de V” (com uma rápida recuperação), enquanto 37% esperam uma recuperação “em forma de U” um pouco mais lenta nos próximos doze meses.

Por setor, o mais otimista está relacionado à produção e distribuição de produtos farmacêuticos, biotecnologia e ciências da vida. Nesta área de negócios, 34% dos gerentes esperam que a demanda na Europa aumente no curto e no médio prazo, como resultado da pandemia.

O segundo setor mais otimista é o de comunicações, mídia e entretenimento; A maioria dos líderes empresariais deste setor (52%) espera uma recuperação em “V” em seus mercados europeus.

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Em terceiro lugar, seria o setor de seguros, com 47% dos executivos de alto nível expressando otimismo em relação a uma recuperação relativamente rápida na economia e na demanda.

“A confiança é essencial no ambiente económico atual, que permanece incerto e volátil”, explica Jean-Marc Ollagnier, CEO da Accenture na Europa, citado pelo ‘Expansion’.

“O otimismo pela recuperação económica e pela competitividade que a Europa oferece às empresas é uma oportunidade única para fortalecer sua liderança e fechar o caminho aos seus concorrentes americanos e asiáticos. Tudo dependerá das ações ousadas que forem tomadas”, reforçou.

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Particularmente na Europa, os executivos acreditam que a Alemanha, os países nórdicos e o Reino Unido serão os primeiros a emergir da crise, seguidos pela França, Espanha e Itália. Os gestores europeus também acreditam que a pandemia ajudará as empresas do continente a ganhar competitividade: quatro em cada dez (39%) consideram que, quando a economia se recuperar, serão mais competitivas do que seus rivais na América do Norte, enquanto 43% estimam que eles serão ainda mais competitivos que os chineses.

Para fechar a lacuna de competitividade que existe atualmente entre empresas europeias e seus rivais nos EUA e na China, a Accenture acredita que as empresas na Europa devem concentrar seus esforços na aceleração da transformação digital, criando valor para consumidores mais responsáveis ​​e aproveitando a tecnologia para se reinventar.

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