Lucros do 2.º trimestre do Goldman Sachs superam estimativas e ultrapassam os 11 mil milhões de euros

O banco adicionou 1,6 mil milhões de dólares às suas reservas para perdas com empréstimos neste período.

Sónia Bexiga

O Goldman Sachs anunciou, esta quarta-feira, o registo de lucros no segundo trimestre deste ano na ordem dos 13,3 mil milhões de dólares (cerca de 11,6 mil milhões de euros) que superaram as expectativas dos analistas que apontavam para 9,71 mil milhões de dólares (aproximadamente 8,5 mil milhões de euros), noticia o ‘Business Insider’.

O banco adicionou 1,6 mil milhões de dólares às suas reservas para perdas com empréstimos neste período, num aumento que levou o lucro trimestral a cair 33% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O banco norte-americano anunciou ainda um lucro por ação de 6,26 dólares (contra a estimativa de 3,95 dólares), acrescentando ainda que a receita financeira líquida se situou nos 944 milhões de dólares, numa queda de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“O nosso forte desempenho financeiro nas franquias de nossos clientes demonstra os benefícios inerentes ao nosso modelo de negócios diversificado”, afirmou o CEO David Solomon, em análise aos resultados apresentados hoje.

“Embora as perspectivas económicas continuem incertas, estou confiante de que continuaremos a ser a empresa de eleição para os clientes, em todo o mundo, que desejam remodelar os seus negócios e reconstruir uma economia mais resiliente”, reforçou o CEO

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Trimestre de recordes

Importa ainda destacar que a receita do Goldman está mais concentrada em operações de consultoria e negociação de negócios do que qualquer outro grande banco de Wall Street. Esse foco ajudou a empresa a compensar as pressões sobre perdas com empréstimos com fortes desempenhos em suas divisões comerciais.

A receita de banco de investimento atingiu um recorde de 2,7 mil milhões de dólares, um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Já a receita de ações atingiu 2,9 mil milhões, a maior em 11 anos. As vendas e o comércio de renda fixa renderam 4,2 mil milhões, a sua melhor leitura em nove anos.

A divulgação de resultados do Goldman segue ‘as pisadas’ do Citigroup e JPMorgan que, esta terça-feira, anunciaram resultados que superaram as expectativas de receita e lucros.

Já o Wells Fargo não se destacou pelas melhores razões. O banco registou sua primeira perda trimestral desde a crise financeira, com grande parte de seus lucros desviados para 9,5 mil milhões em proteções contra perda de crédito.

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