Turismo: Maio foi mês de bater no fundo. Atividade esteve “praticamente parada”

As dormidas de portugueses recuaram 85,9% (tendo descido 93,5% em abril) e as de estrageiros decresceram 98,4% (-98,9% no mês anterior).

Sónia Bexiga

O setor do alojamento turístico registou 149,8 mil hóspedes e 307,0 mil dormidas em maio de 2020, correspondendo a quedas acentuadas de 94,2% e 95,3%, respetivamente (-97,7% e -97,4% em abril, pela mesma ordem), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) , divulgados esta quarta-feira.

As dormidas de portugueses recuaram 85,9% (tendo descido 93,5% em abril) e as de estrangeiros decresceram 98,4% (-98,9% no mês anterior).



Quanto a receitas totais, registaram uma queda na ordem dos 97,2% (-98,5% em abril), fixando-se em 11,0 milhões de euros, enquanto as receitas de aposento atingiram 9,6 milhões de euros, diminuindo 96,8% (-98,2% no mês anterior).

Hóspedes e dormidas mantiveram diminuições históricas

Em maio, cerca de 70,4% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (85,0% em abril de 2020).

Quanto a dormidas, na hotelaria (56,6% do total) diminuíram 96,8%; nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 36,4% do total) decresceram 87,7% e as de turismo no espaço rural e de habitação (quota de 7,1%) recuaram 86,2%.

As dormidas em hostels registaram uma diminuição de 89,9% em maio, representando 19,4% das dormidas em alojamento local e 7,1% do total de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico.

Ainda sobre as dormidas, o mercado interno (peso de 74,3%) contribuiu com 228,1 mil dormidas, o que representou um decréscimo de 85,9% (-93,5% em abril). As dormidas dos mercados externos diminuíram 98,4% (-98,9% no mês anterior) e atingiram 78,9 mil.

No conjunto dos primeiros cinco meses do ano, verificou-se uma diminuição de 59,6% das dormidas totais, resultante de
variações de -50,6% nos residentes e de -63,2% nos não residentes.

Principais mercados mantiveram reduções superiores a 90%

A totalidade dos dezasseis principais mercados emissores de turistas que visitam Portugal registou decréscimos expressivos em maio, superiores a 90%, tendo representado 81,3% das dormidas de não residentes nos estabelecimentos de alojamento turístico neste mês.

As maiores reduções registaram-se nos mercados britânico, irlandês (-99,4% em ambos), norte americano (-99,3%) e francês (-99,0%).

Desde o início do ano, todos os principais mercados registaram quedas, com maior enfoque nos mercados irlandês
(-79,0%), belga (-71,3%), suíço (-71,1%) e francês (-70,5%).

Os mercados canadiano (-47,2%) e brasileiro (-51,0%) foram, entre os principais, os que registaram menores descidas.

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