A crise sanitária global que o Mundo atravessa tem aumentado as desigualdades e tornado mais evidente os problemas que já existiam nas economias e nas sociedades. Segundo Klaus Schwab, fundador do Fórum Económico Mundial, e Thierry Malleret, autor francês, existe um «desejo colectivo de mudança», pelo que uma falta de resposta a esta exigência poderá resultar em conflitos e revoluções.
Os autores de “Covid-19: The Great Reset” consideram que as manifestações que surgiram na sequência da morte de Geroge Floyd nos Estados Unidos da América reflectem já a necessidade urgente de apostar naquilo a que chamam o “Great Reset”, ou seja, um recomeço profundo.
«A morte de George Floyd foi a faísca que acendeu o fogo da agitação social, mas as condições subjacentes criadas pela pandemia, em particular as desigualdades raciais que ficaram expostas e os níveis crescentes de desemprego, foram o combustível que amplificou os protestos e que os manteve», escrevem os autores, citados pela CNBC.
Schwab e Malleret acreditam que o regresso à normalidade não existe. Não vale a pena andar a discutir se será dentro de um ano ou 10: «Nada regressará ao sentido ‘danificado’ de normalidade que prevalecia antes da crise porque a pandemia de coronavírus marca um ponto de inflexão essencial na nossa trajectória global.»
O segredo para evitar uma onda de violência será investir num Mundo mais inclusivo, igualitário e respeitador. Já não se trata de algo que seria bom que acontecesse: «É uma necessidade absoluta», sublinham, indicando ainda que este recomeço poderá ser opcional ou imposto através de conflitos.







