Para marcar o Dia Mundial da População, assinalado este sábado, 11 de julho, a Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, lança o novo “Retrato de Portugal”.
Propondo uma leitura evolutiva de Portugal, o Retrato apresenta um resumo de indicadores sobre 17 áreas da sociedade desde a População; Rendimento e condições de vida, Educação; Saúde; Emprego e mercado de trabalho; Protecção social, etc.
No capítulo do emprego e mercado de trabalho, sobre 2019, o estudo apurou que a taxa da população inativa (não empregada, nem desempregada, estudantes, domésticos ou reformados) era de 41%. Os estudantes atingiam os 799,2 mil, os domésticos 366,1 mil, e os reformados 1.790,7 mil.
Neste ano, a taxa da população empregada atingiu os 55%, dividindo-se entre uma percentagem de 60% para os homens e 51% para as mulheres.
Em 2019, quase 70% da população empregada encontrava-se no setor terciário, o que representa um aumento de 9 pontos percentuais, nos últimos dez anos. Em 2009, esta percentagem situava-se nos 60,7%.
Segundo apurou a Pordata, o setor primário passou de 11,4% em 2009 para 5,5% o ano passado (5% do total), enquanto o secundário, seguindo a mesma tendência de declínio, passou de 27,8% em 2009 para 24,7% no ano transacto (25% do total). Entre a população empregada, a tempo parcial atingiram os 10%.
Quanto ao salário auferido, a preços constantes de 2016, atingiu o valor médio mensal de 681,4 euros. Sendo que os trabalhadores com o salário mínimo praticado no Continente representaram 22% (entre os trabalhadores por contra de outrem). Ainda com vínculo por conta de outrem, 40% não tinham o ensino secundário tal como 50% dos empregadores.
Sobre a taxa de desemprego foi de 6%, numa mesma percentagem assumida pelos homens e 7% pelas mulheres (entre eles 5% tinha o ensino superior completo). Os desempregados há mais de um ano atingiram os 50% e há mais de dois, os 33%.
Dobro de intelectuais e cientistas
Em dez anos, duplicou o número de especialistas em atividades intelectuais e científicas, passando a representar 19% do total da população empregada (em 2009 não perfaziam dois dígitos).
Os agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta, e os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, foram os que perderam mais efetivos. No primeiro caso, menos 56% e, no segundo, menos 29%.
Num universo de 99,9%… pequenas e médias empresas
Em 2018, o tecido empresarial português era constituído em 99,9% por pequenas e médias empresas (PME) e no total contava com 1.295.299 empresas. As PME empregavam 28% dos trabalhadores enquanto as empresas de grande dimensão acolhiam 22%.
Neste ano, a taxa de abertura de novas empresas atingiu os 15,2%, em contraponto com as insolvências que atingiam os 11,9%.
Em matéria de endividamento, em 2019, as PME bateram os 162.217,3 milhões, enquanto as grandes empresas se ficaram pelos 80.233,7 milhões de euros.
Novamente em 2018, entre o tecido empresarial português, 40% entregou uma declaração de IRC com valores negativos e os restantes 60% com valores positivos.
Atendendo à importância da Transformação Digital em curso, destaca-se o facto de 93% das empresas terem internet.



