DGS vai corrigir todos os boletins desde 30 de junho. Há 161 surtos ativos

De acordo com o boletim da DGS desta sexta-feira, foram reportados nas últimas 24 horas mais duas mortes e 402 novos casos de infeção.

Executive Digest

A ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa de atualização da informação relativa à Covid-19, desta sexta-feira, informou, relativamente aos surtos, que “o país tem diversos ativos”: 27 na região Norte, 10 no Centro, 107 em Lisboa e Vale do Tejo.

“Um número compatível com aquilo que é a incidência da doença”, acrescentou a ministra, informando ainda que existem 5 surtos no Alentejo e 12 no Algarve. No total, o país combate hoje 161 surtos.

Marta Temido confirmou que todos os boletins epidemiológicos desde o dia 30 de junho vão sofrer uma atualização dos dados ao longo das próximas horas. “Vai proceder-se à atualização dos dados relativos à distribuição dos casos por grupo etário”, confirmou Marta Temido, acrescentando que a partir de de 14 de julho vão ser atualizados também as informações em relação aos casos por concelho.

Na análise de hoje, a ministra afirmou que a situação da epidemia no país “permanece marcada pela força dos números de Lisboa e Vale do Tejo, concretamente na zona norte e em 19 freguesias específicas”.

“A situação epidemiológica do país permanece marcada pela força do impacto dos números de Lisboa e Vale do Tejo”, sublinhou Temido. Já a análise da taxa de taxa de incidência dos últimos 14 dias mostra “uma certa constância”, com “uma ligeira redução em alguns concelhos e freguesias”.

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O RT para os últimos cinco dias analisados (3 a 7 de julho) foi de “exatamente 1, tendo subido ligeiramente, e sendo de 1,12 no Norte, de 1,06 no Centro, no 0,98 em LVT, 0,95 no Alentejo e 0,81 no Algarve”.

Frisando que “temos sido o mais transparentes possível relativamente aos números”, a ministra destacou que Portugal “permanece o quinto país da UE que mais testes realiza”. De acordo com os dados, “desde o dia 1 de março até ontem” foram feitos “mais de 1.300.000 testes” (8,5% foram já realizados em julho).

“No mês de abril foi feita uma média de 11.500, em maio de 13 mil testes, em junho de 11.700 e em julho está a ser outra vez de 13.700 testes”, detalhou Temido.

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“O país está a ter uma estratégia de testes a indivíduos sintomáticos e de rastreio a indivíduos assintomáticos intensiva, alargada, com a participação de vários setores da sociedade e isso é algo que não pretendemos abdicar em nome do que é a identificação precoce de casos”, reforçou.

Quanto à situação dos lares, Temido esclareceu que os números mostram que, “de facto, a letalidade é elevada para aquilo que foram os óbitos que aconteceram no país”, contudo nas “estruturas da rede nacional de cuidados continuados integrados a letalidade é muito baixa. Não há um óbito desde meados de abril””, resslavou.

A ministra da Saúde deixou ainda o alerta de que “temos de nos preparar para a gripe sazonal e, agora, temos de nos preparar para esta nova realidade”.

A diretora-geral da Direção Geral de Saúde (DGS), por seu turno, esclareceu, quando questionada sobre um estudo italiano que indicia que possa haver transmissão da doença de mãe para filho, recordou “que havia já outros estudos nesse sentido”, não sendo uma informação “definitiva”.

Graça Freitas afirmou ainda que “este conhecimento em nada altera as recomendações que estão em vigor”, acrescentando que a orientação técnica sobre o acompanhamento da grávida, sobre o parto e sobre o seguimento da criança “mantém-se porque já contemplavam esta possibilidade de haver transmissão vertical”.

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