A Comissão Europeia apresentou, esta quarta-feira, os seus planos de apoio a um sistema energético do futuro e para o hidrogénio limpo, e entre as principais, e ambiciosas, metas anunciadas destaca-se o alcançar de 40 gigawatts (GW) de capacidade de produção até 2030.
“De 2025 a 2030, é necessário que o hidrogénio passe a constituir uma parte intrínseca do nosso sistema energético integrado, com uma potência eletrolítica de, pelo menos, 40 gigawatts e a produção de até dez milhões de toneladas de hidrogénio renovável na UE”, detalha, em comunicado.
A estratégia apresentada pela Comissão Europeia, deixa claro que em países onde a eletricidade renovável é barata, como é o caso de Portugal, os eletrolisadores deverão ter um preço competitivo face ao hidrogénio de base fóssil no prazo de uma década.
O nosso país tem ele próprio um plano para instalar 2 GW de eletrolisadores, o que signifca que poderá contribuir para 5% da meta anunciada pela Comissão. Mas para tal precisará fazer (aos preços atuais) um investimento de 900 milhões de euros.
As restantes fasquias passam por apoiar, até 2014, a instalação de uma potência eletrolítica de, pelo menos, 6 gigawatts e a produção de até um milhão de toneladas de hidrogénio renovável na UE, e de 2030 a 2050, trabalhar para que as tecnologias de hidrogénio renovável atinjam a maturidade e sejam implantadas em grande escala em todos os setores difíceis de descarbonizar.
Para a Comissão, num sistema energético integrado, o hidrogénio pode apoiar a descarbonização da indústria, dos transportes, da produção de eletricidade e dos parque edificado em toda a Europa.
Por isso, a Estratégia da UE para o Hidrogénio aborda o modo de transformar esse potencial numa realidade através de investimentos, regulamentação, criação de mercado e investigação e inovação.
O hidrogénio pode alimentar setores que não se prestam à eletrificação e oferecer possibilidades de armazenamento para compensar as variações dos fluxos de energia de fontes renováveis, mas isso requer uma ação coordenada entre o setor público e o setor privado, a nível da UE.
Assim sendo, a prioridade é desenvolver hidrogénio renovável, produzido principalmente a partir das energias eólica e solar. Contudo, a curto e a médio prazo são necessárias outras formas de hidrogénio hipocarbónico, a fim de reduzir rapidamente as emissões e apoiar o desenvolvimento de um mercado viável.
Tendo em vista canalizar o apoio para as tecnologias mais limpas entre as disponíveis, a Comissão deixou ainda o compromisso de que trabalhará no sentido de introduzir normas, terminologia e certificação comuns, com base nas emissões de carbono ao longo de todo o ciclo de vida, segundo a legislação em vigor em matéria de clima e energia, e em consonância com a taxonomia da UE do investimento sustentável.
Esta aposta contempla ainda propor medidas políticas e regulamentares destinadas a garantir segurança aos investidores, facilitar a utilização de hidrogénio, promover as infraestruturas e as redes logísticas necessárias, adaptar os instrumentos de planeamento das infraestruturas e apoiar os investimentos, em especial através do plano de recuperação “Next Generation UE”.





