Tem sido cada vez mais difícil conseguir marcar uma consulta nos centros de saúde portugueses, devido à pandemia da Covid-19, que impôs regras que complicam o processo, avança o ‘Jornal de Noticias’ (JN)
De acordo com o que ficou estipulado, as consultas só podem ser realizadas com marcação prévia, contudo a capacidade das linhas telefónicas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem mostrado muitas falhas e parece já estar a atingir o seu limite, com muitas chamadas por atender e muitos utentes sem resposta.
«Os secretários clínicos passam o dia a ouvir reclamações», avança a mesma publicação, que adianta que apesar da marcação por correio electrónico funcionar melhor, não serve toda a população, nomeadamente os mais idosos, o que dificulta o procedimento.
Rosa Ribeiro, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e médica de família no Alto Tâmega e Barroso, explicou a situação ao ‘JN’: «Os doentes têm razão de queixa quando dizem que ninguém atende. A maioria dos centros de saúde não tem central telefónica, tem duas ou três linhas, que quando estão ocupadas dão sinal de chamada. Por isso, a sensação de que ninguém atende», afirmou.
O cenário é tão ‘negro’ que já existem até centros de saúde sem qualquer data disponível para marcação de consulta, na área do cidadão do Portal SNS. O que, na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, causa um impacto enorme.
O responsável revela ao ‘JN’, que ficaram por realizar cerca de 15 mil diagnósticos de doenças oncológicas devido a esta lacuna. Para além disto, também os doentes crónicos se viram fortemente afectados, a necessitar de acompanhamento constante, que só agora está a começar a ser assegurado.



