Os Estados Unidos estão «a ponderar» a proibição de aplicações chinesas, nomeadamente o TikTok , de acordo com declarações prestadas pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, esta segunda-feira.
O responsável sugeriu a possível mudança durante uma entrevista à Fox News, acrescentando que «estamos a levar isto muito a sério».
Quando questionado sobre se os Estados Unidos deveriam considerar a proibição de apps chinesas, «sobretudo o TikTok», Pompeo respondeu: «Relativamente às aplicações móveis chinesas, posso garantir que os Estados Unidos vão tratar deste assunto», disse acrescentando: «Não quero passar por cima do presidente (Trump), mas é algo que estamos a ponderar».
Concretamente em relação ao TikTok, Pompeo adiantou que as pessoas só devem instalar a aplicação «se quiserem que as suas informações privadas fiquem nas mãos do Partido Comunista Chinês».
Em resposta a estas declarações, um porta voz da rede social disse: «O TikTok é liderado por um CEO norte-americano, com centenas de funcionários e principais líderes em segurança, protecção, produtos e políticas públicas aqui nos Estados Unidos».
«Não temos maior prioridade do que promover uma experiência segura e protegida aos nossos utilizadores. Nunca fornecemos dados de utilizadores ao governo chinês, nem o faríamos mesmo que fosse solicitado», acrescentou o porta-voz.
Estas declarações de Pompeo surgem numa altura em que existem fortes tensões entre os Estados Unidos e a China, em diversas vertentes, incluindo segurança nacional, comércio e tecnologia.
O TikTok, propriedade da startup ByteDance, com sede em Pequim, tem sido repetidamente criticado por políticos norte-americanos que defendem que a app é uma ameaça à segurança nacional devido à sua ligação com a China. As acusações dizem ainda que a empresa poderia ser obrigada a «apoiar e cooperar com o Partido Comunista Chinês».
O TikTok já referiu anteriormente que trabalha de forma independente do ByteDance. A empresa diz que os seus centros de operação estão todos localizados fora da China e que nenhum dos seus dados está sujeito às leis chinesas. Os dados dos utilizadores dos Estados Unidos são armazenados no próprio país, com um backup em Singapura, segundo a empresa, que considera as acusações «não fundamentadas».





