Afinal, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina não quer acabar com o Airbnb, tal como foi avançado esta manhã pelo ‘Independent’, confirmou a ‘Executive Digest’.
Medina assinou um artigo de opinião, publicado hoje pelo jornal inglês ‘Independent’, com o título: «After coronavírus, Lisbon is getting rid of Airbnb and turning short term holiday rentals into homes for key workers», o que significa em português que «depois do coronavírus Lisboa vê-se livre do Airbnb e transforma arrendamentos turísticos de curta duração em casas para trabalhadores de serviços essenciais».
O artigo em questão despertou de imediato rumores, na imprensa nacional, de que o autarca tinha a intenção de acabar de vez com os alojamentos a curto-prazo, para dar lugar às casas destinadas aos profissionais de serviços essenciais e a polémica não tardou em estalar. A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) exigiu esta segunda-feira um esclarecimento da Câmara de Lisboa sobre a intenção de acabar com alojamento local na capital. Já o presidente de bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, reagiu ao artigo dizendo que Fernando Medina “está claramente desorientado”.
Contudo, posteriormente o titulo foi alterado pelo jornal, que o reformulou dizendo apenas: «After coronavírus, Lisbon is replacing some Airbnb and turning short term holiday rentals into homes for key workers», ou seja: «Depois do coronavírus Lisboa substitui alguns Airbnb para transformar arrendamentos turísticos de curta duração em casas de serviços essenciais», uma palavra que faz toda a diferença na interpretação de uma história e que deixou cair por terra a ideia original.
Contactado pela ‘Executive Digest’ o gabinete do autarca referiu que «nem o título nem a entrada do artigo foram escritos por Fernando Medina, mas sim da total responsabilidade do Independent», e sublinha que «em lado nenhum do texto é referida a intenção de acabar com o Airbnb», mas sim de «atrair os proprietários que têm alojamento local para o programa renda segura dado o contexto actual».
Entretanto, Fernando Medina também já justificou o sucedido através das redes sociais:
O título, entretanto, foi alterado para respeitar o conteúdo do artigo. Cumprimentos.https://t.co/s9HKVRwN7h
— Fernando Medina (@F__Medina) July 6, 2020
Continue a ler após a publicidade



