Entre abril e junho deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal deverá ter sofrido uma quebra de 15% a 20%, segundo apontam as previsões do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, que constam da sua mais recente síntese de conjuntura, divulgada esta segunda-feira, citada pelo ‘Negócios’.
A “incerteza decorrente da natureza parcial dos dados disponíveis e das caraterísticas de novidade associadas a esta crise”, explicam, segundo o ISEG, o intervalo de cinco pontos percentuais considerado nesta projeção.
Sobre esta sua análise, acrescenta que assenta na “queda profunda da procura interna” que já havia sido sinalizada no anterior relatório, e no “aprofundar da queda na formação bruta de capital fixo”.
Sobre o consumo público, estima uma “aceleração” no segundo trimestre, sendo que com “impacto limitado face à dimensão das quedas esperadas nas outras componentes da procura interna”.
Quanto aos indicadores de confiança, destaca que após “terem atingido mínimos em abril ou maio”, subiram, em junho, para “valores menos negativos”, numa melhoria que se estendeu a todos os setores.
Ainda no que concerne ao indicador de confiança dos consumidores, o instituto aponta a subida verificada em junho para valores menos negativos, tendência já registada em maio depois dos mínimos atingidos em abril.














