Despedimentos? «Vamos assistir a um último trimestre do ano negro»

Com o fim do lay-off seguem-se os despedimentos colectivos, que começam agora a ser preparados pelas entidades empregadoras.

Revista de Imprensa

O lay-off simplificado foi a salvação de muitas empresas numa altura de crise, motivada pela pandemia da Covid-19. Contudo, com o fim desta medida seguem-se os despedimentos colectivos, que começam agora a ser preparados pelas entidades empregadoras, avança o ‘Expresso’.

A medida do lay-off, que permitiu ajudar mais de 110 mil empresas evitando o despedimento dos seus funcionários, termina no final deste mês de Julho e com a retoma da economia e uma recuperação longa e difícil da crise da Covid-19, os despedimentos colectivos tonam-se agora inevitáveis.

São já muitos os escritórios de advogados que se encontram a receber dezenas de pedidos por parte de empresas, que pretendem agora iniciar despedimentos colectivos e algumas delas até já preparam um cenário de insolvência, segundo a mesma publicação que cita advogados que confirmam estas informações, antevendo uma situação muito complicada no final deste ano.

Nuno Ferreira Morgado, co-coordenador da área Laboral da Sociedade de advogados PLMJ, refere: «Com o que já temos em mãos, vamos assistir a um último trimestre do ano negro, com grandes processos de reestruturação, de empresas de grande dimensão, com forte impacto no emprego», afirma citado pelo ‘Expresso’.

De acordo com o responsável tem vindo a registar-se uma subida «exponencial» de pedidos de empresas que tencionam avançar com despedimentos colectivos, depois do lay-off. Um facto que é também confirmado pela presidente da Abreu Advogados, Carmo Sousa Machado.

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«As empresas com alguma capacidade e que conseguem aguentar os custos destes processos estão já a preparar-se para reestruturar e despedir», refere citada pelo ‘Expresso’, admitindo que os processos «são para colocar em marcha no primeiro dia útil em que o possam fazer», contudo, existem outras  que decidem «avançar directamente para a insolvência», segundo a advogada.

 

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