A mais recente pesquisa do ‘Centers for Disease Control’ (CDC) apurou que 54% das pessoas que testaram positivo para a Covid-19 não conseguem identificar como contraíram o vírus, noticia a ‘CNBC’. Os restantes 46% conseguem precisar o momento em que tiveram contacto próximo com a pessoa, regra geral um membro da família ou colega de trabalho, que também viria a ser diagnosticada com Covid-19.
Estas conclusões são “muito preocupantes” e sugerem que as pessoas provavelmente estão a contrair a Covid-19 de pessoas assintomáticas, no seio das suas comunidades, alerta Joshua Barocas, médico de doenças infecciosas e professor assistente da Escola de Medicina da Universidade de Boston.
“Verificámos que uma doença assintomática é incrivelmente comum, não apenas entre o que classificamos como populações de baixo risco, mas também em populações de alto risco”, com o foco nas pessoas que vivem em ambientes partilhados ou com condições de saúde mais frágeis, detalhou Barocas.
E se existe um alto nível de disseminação assintomática numa comunidade, também torna o rastreamento de contacos “muito mais difícil”, ressalvou o especialista, evidenciando a importância desta ferramenta no combate à pandemia.
Aja como se todos ao seu redor estivessem infetados
As mais recentes estimativas sugerem que 25 a 45% das pessoas são portadoras assintomáticas da Covid-19: “a nossa melhor estimativa agora é que, para todos os casos relatados, na verdade existem outras 10 infeções”, afirmou Robert Redfield, diretor do CDC.
Assim sendo, os especialistas sugerem que devemos levar as medidas de prevenção, tão a sério, ao ponto de assumir que todos com quem interagimos estão infetados. Os médicos estão a “incentivar fortemente” as pessoas a seguirem comportamentos de prevenção, incluindo o uso constante de uma máscara em público, evitar grandes reuniões, limitar a socialização fora de casa e manter a distância social.
Mantenha ‘recibos’ de onde foi e com quem estava
Os especialistas sugerem ainda que saiba como estão as pessoas com quem manteve contacto constante, aqueles que visitaram a sua casa ou com que partilhou viagens de automóvel. (Interações rápidas, como cumprimentos na rua não são relevantes.) Sugerem ainda que mantenha recibos dos lugares onde fez compras, tenha estado a consumir algo ou tenha passado algum tempo.
Segundo Emily Gurley, epidemiologista de doenças infecciosas e cientista associada da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, estas dicas visam ajudar no rastreamento de contactos para que possa ser facilitado o processo de identificação das pessoas que foram expostas a infetados.
Na ausência de medidas eficazes de rastreamento de contactos, a melhor coisa a fazer é limitar a exposição que temos a outras pessoas, e com estas dicas poderá ser mais fácil recordar por onde e com quem estivemos.
A pesquisa do CDC ocorreu entre 15 de abril e 24 de maio e os participantes incluíram 350 pacientes Covid-19 selecionados aleatoriamente, com idade média de 52 anos.




