O director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, falou esta segunda-feira, depois de terem sido relatados 183 mil casos de Covid-19, num só dia. «Parece que todos os dias temos um novo recorde», afirmou o responsável, numa altura em que o número de infecções se aproxima dos nove mil em todo o mundo.
«Todos os países estão a enfrentar uma situação difícil entre proteger a população e minimizar o risco de contágio», afirma Tedros, sublinhando a necessidade de testar, isolar e rastrear os contactos, cumprindo simultaneamente as medidas básicas de higiene e segurança.
No que diz respeito à dexametasona, Tedros referiu que a descoberta das suas «potencialidades de salvar vidas em pacientes com Covid-19, deu-nos uma grande quantidade de motivos para celebrar», refere indicando que «o próximo desafio é aumentar a produção e distribuir de forma rápida e equitativa» o medicamento a nível global, com especial enfoque nos locais mais necessitados.
O responsável afirma que diversos estudos já mostraram «os claros benefícios do medicamento» nos pacientes infectados com o novo coronavírus, e que «felizmente não é um medicamento muito caro e existem muitos fabricantes no mundo inteiro, o que nos dá confiança de que vamos conseguir acelerar a produção», afirma defendendo que a utilização da dexametasona deve ser prioritária para os países mais afectados pelo surto viral.
Tedros sublinha no entanto mais uma vez que o fármaco «só deve ser utilizado em pacientes com casos graves da doença e sempre com supervisão médica», pois não existem evidências de que o medicamento resulte em casos ligeiros.
«A OMS continua a apoiar os países mais desfavorecidos através do fornecimento de materiais e equipamentos», nomeadamente através de uma plataforma online, na qual os países se podem inscrever para solicitar ajuda e que até ao momento já conta com 48 pedidos de países, segundo Tedros.
Tedros revelou ainda que a OMS realizou recentemente um questionário sobre o impacto da pandemia no fornecimento de serviços essenciais. «Dos 82 países que responderam até agora, mais de metade tem acesso limitado ou mesmo suspenso» a esse tipo de serviços.














