
A companhia norte-americana Tesla Motors enalteceu o trabalho efectuado pelas companhias japonesas no âmbito do desenvolvimento das baterias para automóveis, mas alertou para a necessidade de serem mais lestas na tomada de decisões.
Em declarações reproduzidas pelo site Automotive News, Kurt Kelty, director do departamento das baterias da Tesla Motors, destacou a relevância do Japão enquanto nação impulsionadora de novas tecnologias para as baterias automóveis, mas também indicou que, por vezes, têm de ser tomados riscos para assegurar a rentabilidade das próprias companhias.
Kelty esteve no Japão durante a semana passada, visitando muitas das companhias locais e aproveitando para deixar a sua opinião sobre a indústria nipónica das tecnologias automóveis.
“Temos de correr riscos, senão não existirão lucros no negócio. Nós corremos riscos, mas parece que esse não é o caso no Japão”, referiu o responsável da Tesla Motors numa conferência realizada em Osaka.
Apologia do risco
O Japão é, actualmente, o segundo maior fornecedor de peças para o Model S, apenas suplantado pelos EUA, e Kelty destacou que nos últimos anos a Tesla já conta com parcerias com grupos nipónicos como a Panasonic Corp. e a Denso Corp., deixando a porta aberta a compromissos com outras companhias do país do ‘sol nascente’ que sejam tecnologicamente relevantes.
Contudo, para Kelty, ainda existe alguma aversão ao risco por parte de algumas empresas nipónicas, o que acaba por ser prejudicial em termos de negócio: “a tomada de decisões leva o seu tempo. Por exemplo, quando um produto está quase pronto, eles podem querer voltar a testá-lo”, indica o responsável da Tesla, lembrando um episódio com uma companhia – que não quis nomear – que, sujeita ao pedido de aumento de produção por parte da Tesla, preferiu sugerir aos norte-americanos que abrandassem os seus próprios planos de expansão.
Não se sabendo qual a empresa visada, nem o porta-voz da Panasonic, Chieko Gyobu, nem o da Denso, Hironori Yoshida, quiseram comentar as declarações de Kelty, que até já trabalhou na Panasonic.
Recorde-se que a Tesla tem em curso um ambicioso projecto de expansão, que pretende não só construir mais veículos – em especial um concorrente para os BMW Série 3 e Mercedes Classe C, o Model 3 –, mas também baixar os custos de produção e, por conseguinte, os preços dos seus veículos. Na calha está a construção de uma mega-fábrica para construir baterias para fornecer até 500 mil veículos em 2020.
Tesla quer mais arrojo dos fornecedores japoneses de baterias
A companhia norte-americana Tesla Motors enalteceu o trabalho efectuado pelas companhias japonesas no âmbito do desenvolvimento das baterias para automóveis, mas alertou para a necessidade de serem mais lestas na tomada de decisões. Em declarações reproduzidas pelo site Automotive News, Kurt Kelty, director do departamento das baterias da Tesla Motors, destacou a relevância do Japão enquanto nação impulsionadora de novas tecnologias para as baterias automóveis, mas também indicou que, por vezes, têm de ser tomados riscos para assegurar a rentabilidade das próprias companhias. Kelty esteve no Japão durante a semana passada, visitando muitas das companhias locais e aproveitando para deixar a sua opinião sobre a indústria nipónica das tecnologias automóveis. “Temos de correr riscos, senão não existirão lucros no negócio. Nós corremos riscos, mas parece que esse não é o caso no Japão”, referiu o responsável da Tesla Motors numa conferência realizada em Osaka. Apologia do risco O Japão é, actualmente, o segundo maior fornecedor de peças para o Model S, apenas suplantado pelos EUA, e Kelty destacou que nos últimos anos a Tesla já conta com parcerias com grupos nipónicos como a Panasonic Corp. e a Denso Corp., deixando a porta aberta a compromissos com outras companhias do país…
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